Tucano Paulo Serra diz que Tarcísio dá continuidade a projeto do PSDB e é diferente de Flávio Bolsonaro; no 2º turno presidencial, partido deve ficar neutro
Ao deixar de ter candidato próprio ao governo do estado de São Paulo pela primeira vez em mais de 30 anos, o PSDB foca em sua reestruturação, aliando-se ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições de outubro.
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A intenção, segundo o presidente da legenda, Paulo Serra, é conseguir o maior número de deputados estaduais e federais possíveis este ano, para ampliar sua bancada em 2028 —lançando caras novas a prefeitos e parlamentares—, para ressurgir em 2030.
“O PSDB é um partido necessário. Nós debatemos com o PT, era polarizado naquela época, mas o debate tinha como foco um projeto de país. Havia um debate sobre a reforma tributária, Plano Real, responsabilidade fiscal, qual a política monetária vai ser implementada, os rumos da macroeconomia…a gente não vê mais isso. Acredito no retorno da consciência das pessoas, e nesse cansaço da polarização”, afirmou em entrevista ao Poder Expresso do SBT News.
Para o tucano, Tarcísio é o candidato ideal para São Paulo porque dá continuidade "às obras que o próprio PSDB começou" e administra o estado com "similaridades no modelo de gestão" tucana. Questionado se o natural na eleição presidencial seria apoiar Flávio Bolsonaro, Paulo Serra foi enfático ao dizer que "não".
"Para o partido Republicanos não foi um apoio natural ao Flávio. Eu acredito que tem uma diferença grande em muitos aspectos, né? Então, não vejo isso com naturalidade, e nem o próprio partido do governador [Tarcísio de Freitas], pelo menos pelo do que tem demonstrado, também não vai por esse caminho", afirmou Serra.
Para ele, Flávio Bolsonaro é bem diferente de Tarcísio de Freitas.
"São questões muito diferentes e a gente analisou muito a questão da administração do próprio estado de São Paulo, da continuidade do legado do PSDB materializado em obras, da contribuição do que a gente pode fazer no plano de governo. Então, são são questões muito diferentes, a meu ver."
Lula ou Flávio?
Questionado sobre apoiar a chapa nacional defendida pelo ex-tucano Geraldo Alckmin, que hoje está com Lula, Paulo Serra argumenta que "o PT é o nosso adversário histórico, não faz sentido". Por outro lado, ele também rechaça o apoio a Flávio Bolsonaro e defende, no primeiro turno, que o partido fique ao lado de candidatos fora da polarização, citando Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Há a possibilidade de apoiar até candidatos nanicos, como Augusto Cury (Avante).
Já no segundo turno, caso o cenário das intenções de voto se confirme entre Lula e Flávio, a solução seria a neutralidade.
"Não é o ideal, muito longe do ideal, mas como muitos partidos estão fazendo, né? Adotando a neutralidade. Aí cada estado vai deliberar. Essa é uma decisão que vai ainda passar pela nossa Executiva Nacional", argumenta.
"É um momento, para nós que já tivemos grandes quadros e dividirmos a atenção com essa polarização por tanto tempo, de mostrar um projeto de país. É muito difícil tomar essa decisão e chega até a ser triste, porque ficar sem um candidato a presidente e ter que decidir pela neutralidade, para não tomar a posição, não é o melhor caminho. Mas, no momento atual, e como muitos partidos têm feito, talvez seja o único existente. O que a gente não quer —e pelo menos é o que eu defendo— é que a gente apoie essa polarização que não faz bem ao Brasil", complementou.
PSDB quer Tarcísio em SP, mas rejeita FlávioTucano Paulo Serra diz que Tarcísio dá continuidade a projeto do PSDB e é diferente de Flávio Bolsonaro; no 2º turno presidencial, partido deve ficar neutroPolítica2026-07-29T22:35:17.194ZAo deixar de ter candidato próprio ao governo do estado de São Paulo pela primeira vez em mais de 30 anos, o PSDB foca em sua reestruturação, aliando-se ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições de outubro. A intenção, segundo o presidente da legenda, Paulo Serra, é conseguir o maior número de deputados estaduais e federais possíveis este ano, para ampliar sua bancada em 2028 —lançando caras novas a prefeitos e parlamentares—, para ressurgir em 2030. “O PSDB é um partido necessário. Nós debatemos com o PT, era polarizado naquela época, mas o debate tinha como foco um projeto de país. Havia um debate sobre a reforma tributária, Plano Real, responsabilidade fiscal, qual a política monetária vai ser implementada, os rumos da macroeconomia…a gente não vê mais isso. Acredito no retorno da consciência das pessoas, e nesse cansaço da polarização”, afirmou em entrevista ao Poder Expresso do SBT News. Para o tucano, Tarcísio é o candidato ideal para São Paulo porque dá continuidade "às obras que o próprio PSDB começou" e administra o estado com "similaridades no modelo de gestão" tucana. Questionado se o natural na eleição presidencial seria apoiar Flávio Bolsonaro, Paulo Serra foi enfático ao dizer que "não". "Para o partido Republicanos não foi um apoio natural ao Flávio. Eu acredito que tem uma diferença grande em muitos aspectos, né? Então, não vejo isso com naturalidade, e nem o próprio partido do governador [Tarcísio de Freitas], pelo menos pelo do que tem demonstrado, também não vai por esse caminho", afirmou Serra. Para ele, Flávio Bolsonaro é bem diferente de Tarcísio de Freitas. "São questões muito diferentes e a gente analisou muito a questão da administração do próprio estado de São Paulo, da continuidade do legado do PSDB materializado em obras, da contribuição do que a gente pode fazer no plano de governo. Então, são são questões muito diferentes, a meu ver." Lula ou Flávio? Questionado sobre apoiar a chapa nacional defendida pelo ex-tucano Geraldo Alckmin, que hoje está com Lula, Paulo Serra argumenta que "o PT é o nosso adversário histórico, não faz sentido". Por outro lado, ele também rechaça o apoio a Flávio Bolsonaro e defende, no primeiro turno, que o partido fique ao lado de candidatos fora da polarização, citando Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Há a possibilidade de apoiar até candidatos nanicos, como Augusto Cury (Avante). Já no segundo turno, caso o cenário das intenções de voto se confirme entre Lula e Flávio, a solução seria a neutralidade. "Não é o ideal, muito longe do ideal, mas como muitos partidos estão fazendo, né? Adotando a neutralidade. Aí cada estado vai deliberar. Essa é uma decisão que vai ainda passar pela nossa Executiva Nacional", argumenta. "É um momento, para nós que já tivemos grandes quadros e dividirmos a atenção com essa polarização por tanto tempo, de mostrar um projeto de país. É muito difícil tomar essa decisão e chega até a ser triste, porque ficar sem um candidato a presidente e ter que decidir pela neutralidade, para não tomar a posição, não é o melhor caminho. Mas, no momento atual, e como muitos partidos têm feito, talvez seja o único existente. O que a gente não quer —e pelo menos é o que eu defendo— é que a gente apoie essa polarização que não faz bem ao Brasil", complementou. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/psdb-quer-tarcisio-em-sp-mas-rejeita-flavio
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