Decisão de Mendonça aumenta impasse sobre Senado no RJ
Ministro concedeu liminar ao ex-prefeito da capital fluminense, o deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ)


Deputado federal Marcelo Crivella | Reprodução
O deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) conseguiu nesta semana uma vitória na Justiça eleitoral que viabiliza sua candidatura ao Senado pelo Rio de Janeiro, aumentando assim o impasse entre partidos do campo conservador sobre a disputa.
O Republicanos, sigla de Crivella, está atuando de forma independente na costura do palanque estadual e tem a indicação do ex-prefeito para a disputa ao Senado como o principal foco. Já o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), discute quem vai substituir Cláudio Castro (PL-RJ). O ex-governador desistiu da candidatura em meio às investigações que apontam o envolvimento dele com o escândalo do Banco Master. Castro também é investigado por supostamente favorecer e proteger os interesses do grupo Refit (antiga Refinaria de Manguinhos). Ele foi declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) após condenação por suposto abuso de poder político e econômico. Ele nega irregularidades.
Três nomes são cotados: os deputados Carlos Jordy (PL-RJ) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), cujos advogados foram alvos de operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (1º), o senador Carlos Portinho (PL-RJ), que também briga para tentar a reeleição.
O União Brasil deve estar no mesmo palanque de Douglas Ruas (PL-RJ), pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, e vai indicar o nome de Márcio Canella (União-RJ) para uma das vagas ao Senado. Ele terá como suplente Rogéria Bolsonaro (PL-RJ), mãe do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Canella renunciou ao cargo de prefeito de Belford Roxo em abril deste ano para se dedicar à campanha.
O atual cenário acaba dividindo nomes do campo conservador e atrapalha a estratégia do ex-presidente Jair Bolsonaro de vencer as duas vagas ao Senado no estado que é berço do bolsonarismo.
A Paraná Pesquisa divulgou nesta quinta-feira (2) levantamento de intenção de votos para o Rio de Janeiro. Em um cenário sem Marcelo Crivella, na estimulada, o ex-prefeito de Belford Roxo aparece em segundo lugar, com 23,6% dos votos, atrás de Benedita da Silva (PT-RJ), que tem 35,9%.
Com Crivella entre os nomes, o atual deputado e ex-prefeito do Rio de Janeiro tem 26,5% das intenções de voto e empata na liderança dentro da margem de erro com a petista Benedita da Silva, que aparece com 26,2%. Já Márcio Canella aparece com 7,2% das intenções de votos, ou seja, Crivella embaralha o cenário no campo conservador.
A decisão do ministro André Mendonça (STF) suspendeu os efeitos de uma condenação de Crivella no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro em um processo ligado ao caso que ficou conhecido como “QG da Propina”. A defesa de Crivella alega que o caso remete a 2016 e não 2020, e que, portanto, mesmo que o ex-prefeito tivesse sido condenado agora ele não estaria mais inelegível. Mendonça concedeu decisão liminar até julgamento de mérito do caso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).






















