Caiado sofre abalo nas redes após embate com Flávio
Candidato pelo PSD lidera índice de rejeição líquida; marqueteiro deixou equipe nesta semana

Candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado | Divulgação/AG Fotonotícia
O candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, registrou um tombo no engajamento, ampliou os comentários críticos e obteve um sentimento majoritariamente negativo nas redes sociais após entrar em embate com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Os dados constam em um levantamento interno do monitoramento digital da campanha realizado entre o mês de junho e julho.
Nas redes e em declarações públicas, o ex-governador de Goiás intensificou as críticas a Flávio Bolsonaro, comparando-o ao presidente Lula (PT) ao dizer que ambos são “café requentado”, além de questionar os dois diante das negociações com os Estados Unidos que antecederam o tarifaço. Caiado também vem apontando para a inexperiência de Flávio e dizendo que o currículo dele “se resume à certidão de nascimento”.
No TikTok, a queda nas visualizações foi de 56%, enquanto o engajamento foi 61% menor no Facebook. No Instagram, a despeito de um investimento no impulsionamento, houve uma estabilidade no engajamento. Já na rede X, o alcance disparou em mais de 600% - no entanto, os comentários se igualam às curtidas, o que indica que o retorno tende a ser o de um engajamento crítico, e não de aprovação.
Somado a isso, o ex-governador de Goiás lidera o índice de rejeição líquida, aquele medido apenas entre os eleitores que conhecem o candidato. A taxa foi de 58% em levantamento divulgado pela BTG/Nexus na última segunda-feira (17). Os demais presidenciáveis têm um índice de cerca de 50%.
Os números dividiram a campanha de Caiado sobre a postura dele em relação a Flávio Bolsonaro. O ex-governador de Goiás aumentou as críticas em relação ao senador em busca de fisgar uma parcela do eleitorado mais à direita.
Uma ala da campanha acredita que, dessa maneira, Caiado consegue se diferenciar em relação ao eleitorado conservador e aproveitar também para mostrar a sua trajetória de vida pública.
Outra ala, no entanto, avaliou que a estratégia serviu para afugentar o eleitorado antipetista, que teria visto nos gestos de Caiado um aceno ao presidente Lula.
Contrário aos ataques, o marqueteiro Paulo Vasconcelos deixou a campanha do ex-governador de Goiás nesta semana. No lugar, fica o publicitário Marcos Carvalho.

























