Política

Kassab: Brasil vai escolher Lula, Flávio Bolsonaro ou Caiado

Vice na chapa do presidenciável do PSD afirma que outros candidatos não possuem "estrutura partidária robusta" como os três citados

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Felipe Moraes, Marcos Santos
Candidatos a vice e presidente pelo PSD, Kassab e Caiado | Reprodução/Instagram

Candidatos a vice e presidente pelo PSD, Kassab e Caiado | Reprodução/Instagram

O candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado (PSD), Gilberto Kassab, afirmou nesta quarta-feira (19) que a disputa para a Presidência da República nas eleições está restrita ao ex-governador de Goiás, ao presidente Lula (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo o ex-prefeito de São Paulo, "o Brasil vai escolher" um desses três nomes para governar o país a partir de 2027.

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"Nós temos uma oportunidade que é o Caiado. Podia ser outro, até porque tem muita gente preparada no país, mas o Caiado é um deles, e hoje quem se apresenta melhor é o Caiado… Pelas circunstâncias partidárias, circunstâncias políticas, o Brasil vai escolher ou o Lula, o Bolsonaro ou o Caiado", disse o presidente nacional do PSD durante participação no 34º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, em Brasília.

"Até porque os outros candidatos têm muita dificuldade com tempo de televisão, não vão participar de debates ou não têm estrutura partidária robusta como tem o Caiado, o Lula ou o Flávio Bolsonaro", explicou Kassab.

O ex-governador goiano também participou do evento e se disse, sem citar nomes de adversários, preocupado com o nível "muito rasteiro" do debate político no país. "A eleição, se ela realmente desviar para questões acessórias, ela perde a relevância", comentou.

"Eu entro em uma campanha me preparando para debater sobre segurança, saúde, educação, programas sociais, programas de governo. Esse é o ponto da política. Se nós desviarmos a política para esse lado 'tititi', vai ficar algo que realmente não é o meu perfil. O meu perfil é de um homem que acredita na política de propostas, uma política de conhecimento, ou seja, na política de quem realmente pode chegar e dizer 'como eu governei'", acrescentou.

Para Caiado, o debate "tem de ser levado a outro patamar". "Me preocupa muito o nível que tá acontecendo agora, que é algo assim muito rasteiro, baixando o nível da política, [algo] que é incompreensível no momento que o Brasil vive uma eleição que é histórica", seguiu.

O ex-mandatário goiano avaliou que o pleito de 2026 será "fundamental para saber se vamos caminhar para esse populismo desenfreado com esse desequilíbrio fiscal, endividamento da população, ou se nós vamos resgatar o país para que ele possa ser compatível com a vida de qualidade que a população deseja".

Caiado também opinou que "não se governa polarizando" e pediu respeito entre candidatos "mesmo nas posições contrárias".

Um dia após apresentar publicamente seus planos para a saúde, o presidenciável do PSD voltou a falar sobre o tema nesta quarta. Médico de formação, ele apontou que o SUS deve estar sintonizado com as necessidades atuais e futuras da população brasileira. "Precisamos entender a realidade da saúde no país. Estamos envelhecendo", reforçou.

"Temos quase equivalência entre quem tem mais de 60 anos e quem tem menos. SUS é, pra nós, estrutura que tem que ser preservada e, ao mesmo tempo, conectada à realidade que estamos vivendo. [Temos que] buscar ou acompanhar doenças e doenças crônicas que advêm da maior longevidade. Nós temos avanço do câncer, de sequelas do AVC, complicações advindas de diabetes. Temos que entender qual é o modelo a ser discutido na saúde brasileira e como adequá-la ao avanço da tecnologia", analisou.

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