Operação contra líder de governo dá munição a Flávio
Nova fase de investigação sobre Master retoma disputa pela paternidade das fraudes do banco entre governo Lula e apoiadores de Bolsonaro


Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação/Saulo Cruz/Agência Senado
A nova fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta (18), contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), estava na lista de desejos de integrantes da oposição, desde maio.
Naquele momento, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) também foi alvo da PF e, em seguida, veio à tona um áudio revelando a proximidade do também senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Com isso, a esquerda aproveitou o momento para jogar o escândalo do Master no colo da direita, lembrando que Ciro era do governo Bolsonaro.
Havia, então, em Brasília um sentimento de desequilíbrio no jogo eleitoral e muitas críticas contra o relator do caso, André Mendonça, indicado ao cargo no governo de Jair Bolsonaro.
As fases anteriores da Compliance Zero contra alvos da direita deram respaldo a integrantes da esquerda em se eximir de responsabilidades sobre as fraudes do Master.
Agora, com Wagner na berlinda, políticos de direita e críticos do governo ganham munição para relacionar o caso Master com o PT de Lula, retomando a disputa pela paternidade do Master.
Wagner é apontado, pela PF, como “beneficiário central de vantagens econômicas investigadas”.
O senador está na Bahia e ainda não se manifestou. Em maio, em discurso na tribuna do Senado, ele reforçou que o Master não tinha relação com o PT da Bahia.
“Eu não sou mais honesto que ninguém, mas tenho meu código de ética. Não tenho sequer CNPJ. Na Bahia não nasceu nenhum trambique. O escândalo nasceu no governo anterior, quando o Banco Central, que deveria fiscalizar, não fiscalizou e permitiu que se fizesse talvez o maior rombo da história bancária deste país”, afirmou.


























