Política

Operação contra líder de governo dá munição a Flávio

Nova fase de investigação sobre Master retoma disputa pela paternidade das fraudes do banco entre governo Lula e apoiadores de Bolsonaro

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Basília Rodrigues
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação/Saulo Cruz/Agência Senado

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação/Saulo Cruz/Agência Senado

A nova fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta (18), contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), estava na lista de desejos de integrantes da oposição, desde maio.

Com isso, a esquerda aproveitou o momento para jogar o escândalo do Master no colo da direita, lembrando que Ciro era do governo Bolsonaro.

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Havia, então, em Brasília um sentimento de desequilíbrio no jogo eleitoral e muitas críticas contra o relator do caso, André Mendonça, indicado ao cargo no governo de Jair Bolsonaro.

As fases anteriores da Compliance Zero contra alvos da direita deram respaldo a integrantes da esquerda em se eximir de responsabilidades sobre as fraudes do Master.

Agora, com Wagner na berlinda, políticos de direita e críticos do governo ganham munição para relacionar o caso Master com o PT de Lula, retomando a disputa pela paternidade do Master.

Wagner é apontado, pela PF, como “beneficiário central de vantagens econômicas investigadas”.

O senador está na Bahia e ainda não se manifestou. Em maio, em discurso na tribuna do Senado, ele reforçou que o Master não tinha relação com o PT da Bahia.

“Eu não sou mais honesto que ninguém, mas tenho meu código de ética. Não tenho sequer CNPJ. Na Bahia não nasceu nenhum trambique. O escândalo nasceu no governo anterior, quando o Banco Central, que deveria fiscalizar, não fiscalizou e permitiu que se fizesse talvez o maior rombo da história bancária deste país”, afirmou.

Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado Federal | Divulgação/Lula Marques/Agência Brasil
Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado Federal | Divulgação/Lula Marques/Agência Brasil

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