O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) negou, nesta quarta-feira (7), que esteja entre os nomes cotados para assumir um ministério em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevista ao Central de Notícias, do SBT News, o político afirmou que não tem “credencial” para disputar um cargo no primeiro escalão por ter sido adversário do candidato do PL no primeiro turno da eleição presidencial.
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“Eu não estou nessa lista de ministeriáveis. Essa lista é constituída e será indicada por aqueles que estiveram com ele desde o primeiro momento”, declarou Caiado.
O ex-governador vinha sendo citado nos bastidores políticos como possível nome para comandar áreas estratégicas, como os ministérios da Agricultura ou da Segurança Pública.
“Eu disputei com ele o primeiro turno, então eu não tenho essa credencial de estar entre os ministeriáveis do governo do Flávio Bolsonaro. Essa hipótese não está de maneira nenhuma sendo cogitada ou colocada em pauta, porque não fui aliado dele nem apoiador dele no primeiro turno”, reforçou.
Quinto colocado na disputa presidencial pelo PSD, Caiado afirmou que os embates e as críticas feitas a Flávio durante a campanha ocorreram dentro da disputa pelos votos do mesmo campo político. Segundo ele, havia um acordo firmado em Belo Horizonte com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, para que os candidatos se unissem em torno de quem avançasse ao segundo turno contra o PT.
Após ficar fora do segundo turno, Caiado declarou apoio a Flávio Bolsonaro e disse estar cumprindo o acordo firmado durante a campanha.
“Chegando ao segundo turno, a minha posição foi clara: declaramos apoio a ele com toda a base de prefeitos, vereadores e deputados em Goiás. Estamos cumprindo o que acordamos.”
Caiado também endossou declarações recentes de Flávio Bolsonaro sobre a necessidade de “redemocratizar o país” e promover mudanças no Judiciário por meio do Congresso Nacional. O ex-governador criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o processo eleitoral e classificou a eleição como “atípica”, marcada, segundo ele, por “ingerências indevidas”.
“O Supremo não tem que tomar decisões monocráticas e achar que elas devam prevalecer em uma queda de braço. Isso é um desserviço à democracia brasileira”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros do STF pelo Senado, Caiado disse que o mecanismo é uma prerrogativa constitucional e defendeu a responsabilização de magistrados que, segundo ele, não mantenham o decoro.
“Não é uma condicionante [para pacificar], é o fato do que praticaram. É preciso retirar aqueles que não têm postura, decoro ou a liturgia para estar à frente do STF. O que se esperava era que o Supremo cortasse na própria carne; não sendo assim, cabe ao Senado Federal", afirmou.























