Dani Marques é cotada para superministério social de Flávio
Ministério da Fazenda deve ser ocupado por banqueiro com experiência internacional e perfil de direita moderada

Daniella Marques (Republicanos) presidiu a Caixa Econômica Federal durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) | Reprodução/Instagram
A guru da economia do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) não deve desempenhar essa função caso ele seja eleito. Aliados próximos admitem que Dani Marques não ficará nem no Ministério da Fazenda nem na Casa Civil. O que está sendo desenhado para ela é um grande ministério na área social, comparável ao que foi o superministério da Economia de Paulo Guedes, no governo Jair Bolsonaro (PL)
O formato final ainda não está definido, mas já há um rascunho. Englobaria as pastas de Desenvolvimento Social, Mulheres e Desenvolvimento Regional. A ideia é que bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal, e algumas agências também fiquem sob esse guarda-chuva. Daniela integrou o Ministério da Fazenda como braço direito de Paulo Guedes e depois foi presidente da Caixa no final do governo Jair Bolsonaro. Foi quando se aproximou de temas sociais.
A ideia é que a pasta seja uma marca de eventual governo Flávio, com a premissa de quebrar o que o entorno do candidato diagnostica como armadilha da rede de proteção social e segurança alimentar que se reproduz em looping, sem porta de saída para o mercado de trabalho.
Aos programas sociais, então, seriam associadas iniciativas de qualificação profissional, capacitação, educação financeira, concessão de crédito e inserção no mercado de trabalho.
Para o Ministério da Fazenda, estão cotados nomes de mercado: Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, Alexandre Bettamio, alto executivo do Bank of America, e Marcelo Kayath, do Credit Suisse. O perfil é alguém de banco, com vivência internacional e de direita moderada, segundo o entorno mais próximo do senador.
Já na Segurança Pública, o nome que circula com força é o do candidato ao Senado Guilherme Derrite (PP). O primeiro suplente de Derrite é Vicente Santini, amigo próximo da família e que já ocupou cargos na Casa Civil de Jair Bolsonaro.
Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha de Flávio, quer ser presidente do Senado. Isso vai depender principalmente da configuração que sair das urnas no próximo domingo (4). Se o mapa não favorecer a direita — o que é improvável —, Marinho se tornaria automaticamente o mais cotado para o Ministério da Casa Civil.
Outro cargo cobiçado e debatido internamente é o de ministro do Supremo Tribunal Federal. A indicação do ministro do Tribunal de Contas da União Jorge Oliveira, muito próximo à família Bolsonaro, é praticamente um consenso. O nome de Natália Rezende, secretária do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do governo Tarcísio de Freitas, também é lembrado. Além de ser aliada de primeira hora do governador, tem formação jurídica. A ressalva é que, nos últimos anos, tem atuado apenas na Infraestrutura.























