Política

Coordenador de Flávio diz que votação da 6x1 é "oportunista”

Líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN) tenta fazer com que a proposta não seja votada antes do segundo turno

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Marcia Lorenzatto, Victor Schneider

Líder da oposição e coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN) disse nesta quarta-feira (7) que cobra do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), o cumprimento do rito de votação da proposta que acaba com a escala 6x1. Nos cálculos de Marinho, se esse trâmite for seguido, a votação do texto em segundo turno necessariamente ficará para depois das eleições.

“Se ele cumprir o regimento, está de bom tamanho", disse o senador a jornalistas, em referência a Alcolumbre, que prevê votar o primeiro turno do texto já na próxima semana. Para Marinho, a discussão feita de forma atropelada é “oportunista”.

A oposição conta com esse prazo para evitar que a aprovação alavanque a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a poucos dias do segundo turno, em 25 de outubro. Há o entendimento de que, se Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terminar eleito, a proposta fica enfraquecida e abre espaço para o texto alternativo que a oposição quer emplacar, com pagamento da jornada por horas trabalhadas.

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“Nós não somos contra nem a favor do fim da escala 6x1. Nós somos a favor de que haja uma jornada flexível. Nós acreditamos que quem trabalha precisa ter a condição de escolher e fazer a sua própria condição de trabalho. [...] Eu sou a favor de até 5 dias. Sou a favor que você trabalhe 1x6, 2x5, 3x4, desde que você tenha a possibilidade e a condição de fazer a sua escolha, e não uma imposição de cima para baixo", afirmou.

Nesta quarta (7), o plenário do Senado realiza a segunda das cinco sessões previstas no regimento antes de poder votar a proposta de emenda à Constituição. Serão necessários os votos de ⅗ dos senadores, ou 49, em dois turnos de votação.

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