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Tecnologia

Febraban pede melhorias em tecnologia contra golpes do Pix

Previsto para 2026, MED vem para reverter transferências feitas em crimes, como golpes e fraudes

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Federação de bancos espera que MED 2.0 ajude a reverter golpes e fraudes no Pix. BC promete viabilidade do MED em 2026 | Agência Brasil
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A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) fez uma proposta ao Banco Central para a inclusão de melhorias na tecnologia do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix.

O MED consegue reverter transferências feitas em crimes, como fraudes, golpes e por falhas no sistema bancário.

A Febraban quer usar a tecnologia para ampliar esse bloqueio, além de congelar os recursos das contas que recebem transferências da conta suspeita de envolvimento no crime.

O MED entra em ação nas seguintes situações:

  • O cliente tem 80 dias para reclamar, nos canais de atendimento do banco, de um Pix feito em um golpe ou fraude;

  • O banco da vítima entra em contato com o banco do suposto criminoso, que bloqueia o valor envolvido no crime;

  • O caso passa por uma análise. Em caso de fraude, o dinheiro é devolvido; caso contrário, o valor é liberado para quem for receber o recurso.
O Banco Central fornece um passo a passo para casos de golpes do PIX | Reprodução/Banco Central
O Banco Central fornece um passo a passo para casos de golpes do PIX | Reprodução/Banco Central

O sistema também funciona em casos de falhas operacionais, como um Pix feito em duplicidade ou com valor a mais por conta de problemas no aplicativo da instituição financeira.

A federação quer que o MED ganhe novas camadas de proteção, já que a devolução só pode acontecer se o valor estiver na conta que recebeu o Pix da vítima.

No entanto, os criminosos usam dessa vulnerabilidade para transferir o dinheiro rapidamente para outras contas, criando assim uma cortina de fumaça para desaparecer com os recursos, e os clientes podem ficar sem a devolução.

Disponível em 2026

A nova versão do MED, que foi aceita pelo Banco Central, visa que as contas que recebem a transferência do suspeito da fraude também estejam no alcance da tecnologia para poder reverter os valores do golpe.

“Já observamos que os criminosos espalham o dinheiro proveniente de golpes e crimes em várias contas de forma muito rápida e, por isso, é importante aprimorar o sistema para que ele atinja mais camadas”, diz Walter Faria, diretor-adjunto de serviços da Febraban em nota oficial.

A nova versão do MED (MED 2.0) deve ser desenvolvida pela autoridade financeira neste ano e em 2025, com implantação em 2026.

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