SUS realiza maior mutirão da história para saúde da mulher neste fim de semana
Ação do Ministério da Saúde mobiliza 885 unidades em 516 cidades com exames, cirurgias e acesso a métodos contraceptivos como o implanon


Camilly Rosaboni
O Ministério da Saúde promove, neste fim de semana, um mutirão inédito voltado exclusivamente à saúde da mulher. Ao todo, 885 hospitais e unidades de atendimento em 516 cidades participarão da ação, oferecendo exames e procedimentos especializados para o público feminino.
Para viabilizar a iniciativa, o governo mobilizou instituições reconhecidas pela qualidade no atendimento, como Santas Casas e entidades filantrópicas em diversos estados, além de hospitais federais e institutos de referência no Rio de Janeiro — entre eles o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) e o Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Também participam os 45 hospitais universitários federais da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculada ao Ministério da Educação e presente em 25 estados.
Segundo o presidente da Ebserh, Arthur Chioro, a expectativa é de 230 mil procedimentos realizados em todo o país. “É a maior iniciativa já realizada pelo SUS voltada para a saúde das mulheres”, afirmou em entrevista ao programa A Voz do Brasil na sexta-feira (20).
O que será oferecido no multirão?
A ação inclui consultas, exames e cirurgias, como histerectomia (retirada do útero), procedimentos para tratamento de tumores de útero e ovário, reconstrução mamária, laqueadura, além de cirurgias de catarata e de varizes.
Um dos destaques é a oferta do implanon, método contraceptivo de longa duração recentemente incorporado ao SUS, ampliando o acesso gratuito a opções mais modernas de planejamento reprodutivo, especialmente para mulheres de baixa renda.
“A iniciativa busca reduzir o tempo de espera e ampliar o acesso à atenção especializada no país”, reforçou Chioro.
Como participar
O atendimento seguirá o fluxo já existente do SUS. Ou seja, as secretarias estaduais e municipais de saúde são responsáveis por convocar as pacientes, conforme a fila de espera e os agendamentos já realizados na rede pública.
A previsão é que novos mutirões sejam realizados ao longo de 2026, ampliando o acesso da população a serviços especializados de saúde.









