Superbactéria KPC: UTI de hospital em Campinas é fechada após 7 casos
Pacientes diagnosticados com bactéria resistente estão isolados; unidade suspendeu novas internações para conter surto

SBT Brasil
Sete pacientes internados no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas, no interior de São Paulo, foram diagnosticados com a bactéria KPC, considerada uma superbactéria resistente a antibióticos e uma ameaça global à saúde.
Diante da situação, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta do hospital foi interditada temporariamente e deixou de receber novos pacientes a partir desta semana.
A unidade de saúde é administrada pela prefeitura de Campinas e é referência regional em atendimentos e tratamentos de alta complexidade.
Segundo a direção do hospital, a presença da bactéria vinha sendo monitorada há cerca de três semanas. A confirmação da contaminação em sete pacientes foi feita na última sexta-feira pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar.
Todos os pacientes diagnosticados estão isolados e recebem atendimento de uma equipe exclusiva.
A coordenadora do setor de informação da Rede Mário Gatti, Andrea von Zuben, afirmou que os pacientes já estavam internados em estado grave.
“Eles já são pacientes críticos. O próprio estado de saúde já é crítico, não necessariamente pela bactéria. A gente está conseguindo tratar e está tendo resultado ok, mas são pacientes graves”, explicou.
O que é a bactéria KPC?
A KPC é considerada uma superbactéria comum em ambientes hospitalares. Ela produz uma enzima que a torna resistente a vários tipos de antibióticos, o que dificulta o tratamento das infecções.
Em pacientes já debilitados ou com o sistema imunológico comprometido, a infecção pode evoluir rapidamente e apresenta taxa de mortalidade considerada elevada.
Hospital adota medidas para conter o surto
A situação já é tratada como um surto. Como a disseminação da bactéria ocorre principalmente por contato, o hospital decidiu fechar temporariamente a UTI adulta.
Além da suspensão das internações na unidade, a instituição adotou protocolos mais rigorosos de higiene e iniciou uma reforma no espaço, que pode durar até um mês.
A infectologista Jéssica Ramos, do Hospital Sírio-Libanês, avalia que a medida adotada é adequada para conter a disseminação.
“É preciso tomar medidas de controle, que muitas vezes passam por evitar novas internações ou até, em situações extremas, fechar a unidade de terapia intensiva. Isso mostra um controle adequado”, afirmou.









