Política

Ministro do Trabalho diz que Hugo Motta está "fazendo de tudo" para evitar avanço de projeto do governo sobre fim da 6x1

Luiz Marinho afirmou que o presidente da Câmara trabalha para colocar em votação a PEC que tramita na casa

Avatar de Hariane Bittencourt
Hariane Bittencourt
Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho | Divulgação/Valter Campanato/Agência Brasil

Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho | Divulgação/Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta segunda-feira (27) que, apesar de ter assumido um compromisso com o governo Lula (PT), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) está "fazendo de tudo" para segurar a tramitação do projeto de lei (PL) que trata do fim da escala de trabalho 6x1.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover
"O diálogo está acontecendo. Ele [Motta] tinha, em um momento, assumido a responsabilidade conosco de tramitar os dois: a PEC [Proposta de Emenda à Constituição] e o PL. Mas, visivelmente, ele está tramitando a PEC e fazendo de tudo para segurar o PL. É essa a razão do projeto de lei com urgência como o presidente mandou", afirmou.

Marinho voltou a defender a tramitação da proposta enviada pelo governo ao Congresso há cerca de dez dias, pela prerrogativa de Lula vetar eventuais ajustes indesejados na matéria, aos quais chamou de "contrabandos". "O governo prefere o PL porque vira e mexe vêm os contrabandos. Se é por PL, o presidente pode vetar. Se vier por PEC algum contrabando, vai para a constituição porque não tem possibilidade de veto".

Apesar das queixas do ministro, a escolha do melhor meio de tramitação da matéria, se por PEC ou PL, é prerrogativa do Congresso Nacional.

O ministro rebateu as críticas de setores produtivos que têm questionado o impacto financeiro da redução na jornada de trabalho. E descartou qualquer debate, agora, sobre possíveis formatos de compensação, como a desoneração da folha de pagamento para aliviar custos empresariais.

"Não cabe compensação neste tipo de benefício para um conjunto da economia, da sociedade. Historicamente, sempre as empresas vêm com um chororô muito grande que é além da realidade. Essa é a nossa avaliação. Tem impacto financeiro sim. Mas ele é compensado por outro impacto", concluiu, fazendo referência à aposta da gestão petista em uma maior produtividade e menor índice de faltas no trabalho.

Para Marinho, é preciso que primeiro se reduza a jornada sem redução de salário para, somente depois, discutir formatos de compensação de acordo com a especificidade de cada setor.

O SBT News procurou o presidente da Câmara sobre as falas do ministro do Trabalho e Emprego, mas não teve resposta até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.

Entenda

No centro do debate público, o fim da escala 6x1 é tema de duas propostas semelhantes que tramitam no Congresso Nacional. Uma é resultado da junção de duas propostas de emenda à Constituição (PECs) e a outra é o projeto de lei (PL) apresentado pelo presidente Lula.

A proposta do governo acaba com a escala 6x1, composta por seis dias de trabalho e um de descanso, e reduz o limite de jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, consolidando o modelo 5x2.

O texto foi enviado em regime de urgência constitucional, o que quer dizer que a matéria deve ser apreciada em até 90 dias na Câmara e Senado. Na Câmara, uma comissão especial foi criada para se debruçar sobre o tema, que tem avançado no formato de PEC.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Mbappé escreve carta após Copa: "Dói e continuará doendo"

Mbappé escreve carta após Copa: "Dói e continuará doendo"

Imagem da notícia: Quaest: Benedita tem 11% e Crivella, 8%, para Senado no RJ

Quaest: Benedita tem 11% e Crivella, 8%, para Senado no RJ

Imagem da notícia: Genial/Quaest: Moro lidera 1º e 2º turnos no Paraná

Genial/Quaest: Moro lidera 1º e 2º turnos no Paraná

Imagem da notícia: Vídeo: câmeras mostram batida em pedágio que matou motorista

Vídeo: câmeras mostram batida em pedágio que matou motorista

Imagem da notícia: Mbappé escreve carta após Copa: "Dói e continuará doendo"

Mbappé escreve carta após Copa: "Dói e continuará doendo"

Imagem da notícia: Quaest: Benedita tem 11% e Crivella, 8%, para Senado no RJ

Quaest: Benedita tem 11% e Crivella, 8%, para Senado no RJ

Imagem da notícia: Genial/Quaest: Moro lidera 1º e 2º turnos no Paraná

Genial/Quaest: Moro lidera 1º e 2º turnos no Paraná

Imagem da notícia: Vídeo: câmeras mostram batida em pedágio que matou motorista

Vídeo: câmeras mostram batida em pedágio que matou motorista

Últimas notícias

Focus reduz projeção do IPCA de 2026 pela 4ª semana seguida

Boletim do BC mantém Selic em 14% para 2026 e câmbio em R$ 5,30 para 2028 nesta semana

Irã diz controlar Estreito de Ormuz e não pretende negociar

Declaração acontece após Trump suspender bombardeios; Teerã não quer retomar as negociações de paz com os EUA

Hana Ghassan tem 24% e Daniel Santos 20% no 1º turno no Pará

Atual governadora do estado e ex-prefeito de Ananindeua estão empatados na margem de erro, mostra levantamento da Quaest

Move Brasil: programa de financiamento começa nesta segunda

Programa oferece linhas de crédito para motoristas de aplicativo, taxistas, caminhoneiros e entregadores financiarem veículos novos

Quaest: No RJ, Paes tem 38%; Garotinho e Ruas estão com 10%

Ex-prefeito do Rio aparece à frente em todas as simulações de 1º e 2º turno para o governo do estado; Garotinho é o mais rejeitado

BTG/Nexus: Lula tem 47% e Flávio 43% no 2º turno

Presidente também aparece à frente de Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos