Economia

Real valorizado aumenta demanda por dólar digital

Uso da moeda digital também pode ser uma opção para investimento

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Criptomoedas são usadas usadas por criminosos porque não precisam de mediação de bancos para transações | Reprodução

A recente valorização do real, que tem ganhado força nos últimos meses, abriu a porta para novas modalidades de investimento. É o caso da Tether (USDT), criptomoeda atrelada ao dólar para efetuar transações internacionais, proteção cambial e dolarização patrimonial. Também conhecidas como stablecoin, elas têm ganhado força. A cotação do USDT é pareada com o dólar, de um para um.

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O mercado cripto brasileiro movimentou, em 2025, mais de R$ 500 bilhões, sendo o USDT responsável por cerca de 65% de todo o volume, superando o Bitcoin como o ativo principal em liquidez e proteção. O Tether foi responsável por R$ 326,89 bilhões.

“Hoje é possível usar as stablecoin para pagar hotéis, viagens e outras formas tradicionais de serviços. Ele visa substituir o sistema swift tradicional, já que é muito mais seguro e barato executar estas transações. É possível acompanhar todas as entradas e saídas”, explica o analista de criptomoedas da Levante Investimentos, Felipe Martorano.

Apesar de majoritariamente ligadas ao dólar, as stablecoin também podem ser pareadas com outros ativos como ouro e euro.

Sem armadilhas para investir

Martorano acredita que qualquer investidor pode utilizar o artifício digital - do mais experiente ao iniciante - com a vantagem de que neste modelo tanto o investidor pessoa física quanto o corporativo pagam taxas reduzidas de transação, tornando-o uma opção atrativa.

“Quando o dólar recua frente ao real, cresce a percepção de oportunidade. Para as empresas, isso aparece na antecipação de pagamentos ao exterior, na formação de caixa em dólar e na proteção de margens. Para a pessoa física, o movimento vem muito ligado à dolarização patrimonial e à busca por um meio mais simples de acessar a moeda americana”, afirma a CEO da Corpx, Amanda Prado.

A executiva acredita que a moeda digital não briga pelo mesmo espaço que a física, que ainda é a opção mais popular especialmente para quem viaja ao exterior. “Na prática, quem já utilizou stablecoins atreladas ao dólar raramente volta aos meios tradicionais”, observa Martorano.

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