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O aumento das notificações ocorreu logo após o período do Carnaval, o que levanta a hipótese de que as aglomerações tenham contribuído para a transmissão do vírus. Apesar do crescimento dos registros, especialistas afirmam que o cenário ainda está longe de representar uma pandemia (saiba mais abaixo).
Entre os 149 casos confirmados e prováveis, a maior parte foi registrada em São Paulo (93) e Rio de Janeiro (18). Outros estados também apresentam ocorrências, como Minas Gerais (11) e Rondônia (11).
Não há óbitos registrados este ano. Em 2025, a pasta registrou 1.079 casos de mpox no país, com dois óbitos.
Casos cresceram após o Carnaval
Dados epidemiológicos do Ministério da Saúde indicam aumento das notificações nas semanas seguintes às festas. Em 2026, o carnaval ocorreu dos dias 14 a 17 de fevereiro. Naquela semana (semana epidemiológica 7), a pasta registrou 15 casos de mpox. Na semana epidemiológica 9, ou seja, de 1º a 7 de março, foram contabilizados 27 casos – um aumento de 80%.
Dados epidemiológicos indicam aumento das notificações nas semanas seguintes ao Carnaval | Reprodução/Ministério da Saúde
Para o virologista Paulo Eduardo Brandão, professor da Universidade de São Paulo (USP), o crescimento pode estar relacionado ao período de incubação do vírus e ao maior contato entre pessoas durante a folia.
"A doença tem um período de incubação de até 21 dias, ou seja, três semanas. A pessoa se infecta e pode levar três semanas para ter sintomas. Isso coincide perfeitamente com o Carnaval", afirmou em entrevista ao News Primeira Edição.
Segundo ele, o aumento de interações sociais típicas dessa época pode explicar parte das novas infecções registradas nas semanas seguintes.
Apesar do alerta internacional após a Organização Mundial da Saúde (OMS) identificar uma nova variante do vírus mais transmissível na África, o especialista afirma que o cenário atual no Brasil não indica risco de pandemia.
"Não tem comparação com o que a gente vê com o Covid. Não tem uma taxa de transmissão tão eficiente, não tem um número de casos tão grande", disse Brandão. "Não há uma perspectiva de que vá se tornar uma pandemia", acrescentou.
O que é a mpox
A mpox é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae. É uma doença zoonótica, ou seja, pode ser transmitida de animais para humanos – principalmente por roedores silvestres infectados. Hoje, porém, a principal forma de transmissão ocorre entre pessoas.
Segundo o Ministério da Saúde, o contágio acontece principalmente por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, como pus e sangue das feridas e secreções respiratórias em situações de contato próximo e prolongado. Também é possível a infecção por meio de objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis.
Sintomas, diagnóstico e tratamento
Os sintomas costumam aparecer entre três e 16 dias após o contato com o vírus e podem chegar a 21 dias. As lesões na pele geralmente surgem poucos dias depois da febre, mas podem aparecer antes.
Os sinais mais comuns são:
erupções ou lesões na pele;
febre;
ínguas (linfonodos inchados);
dor de cabeça;
dores no corpo;
calafrios;
fraqueza.
A transmissão do vírus pode ocorrer desde o início dos sintomas até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas.
Não há, até o momento, um medicamento específico amplamente disponível para tratar a mpox. O atendimento é voltado para aliviar os sintomas. Na maioria dos casos, a doença evolui de forma leve a moderada e dura entre duas e quatro semanas.
A vacinação, segundo o Ministério da Saúde, é direcionada a grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Podem se vacinar:
pessoas vivendo com HIV/Aids com imunossupressão (CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses), especialmente homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais;
profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus;
pessoas que tiveram contato de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados, após avaliação da vigilância em saúde.
Alta de casos de Mpox coincide com Carnaval, mas não há risco de pandemia, diz virologistaBrasil registra 140 casos confirmados da doença em 2026; SP e RJ concentram maior número de diagnósticosSaúde2026-03-10T15:59:24.232ZO , segundo dados mais recentes do divulgados nesta segunda-feira (9). Além disso, o país contabiliza 9 casos prováveis e 539 suspeitos da doença. O aumento das notificações ocorreu logo após o período do Carnaval, o que levanta a hipótese de que as aglomerações tenham contribuído para a transmissão do vírus. Apesar do crescimento dos registros, especialistas afirmam que o cenário ainda está longe de representar uma pandemia (saiba mais abaixo). Entre os 149 casos confirmados e prováveis, a maior parte foi registrada em São Paulo (93) e Rio de Janeiro (18). Outros estados também apresentam ocorrências, como Minas Gerais (11) e Rondônia (11). Não há óbitos registrados este ano. Em 2025, a pasta registrou 1.079 casos de mpox no país, com dois óbitos. Casos cresceram após o Carnaval Dados epidemiológicos do Ministério da Saúde indicam aumento das notificações nas semanas seguintes às festas. Em 2026, o carnaval ocorreu dos dias 14 a 17 de fevereiro. Naquela semana (semana epidemiológica 7), a pasta registrou 15 casos de mpox. Na semana epidemiológica 9, ou seja, de 1º a 7 de março, foram contabilizados 27 casos – um aumento de 80%. Para o virologista Paulo Eduardo Brandão, professor da Universidade de São Paulo (USP), o crescimento pode estar relacionado ao período de incubação do vírus e ao maior contato entre pessoas durante a folia. "A doença tem um período de incubação de até 21 dias, ou seja, três semanas. A pessoa se infecta e pode levar três semanas para ter sintomas. Isso coincide perfeitamente com o Carnaval", afirmou em entrevista ao News Primeira Edição. Segundo ele, o aumento de interações sociais típicas dessa época pode explicar parte das novas infecções registradas nas semanas seguintes. Apesar do alerta internacional após a Organização Mundial da Saúde (OMS) identificar uma nova variante do vírus mais transmissível na África, o especialista afirma que o cenário atual no Brasil não indica risco de pandemia. "Não tem comparação com o que a gente vê com o Covid. Não tem uma taxa de transmissão tão eficiente, não tem um número de casos tão grande", disse Brandão. "Não há uma perspectiva de que vá se tornar uma pandemia", acrescentou. O que é a mpox A mpox é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae. É uma doença zoonótica, ou seja, pode ser transmitida de animais para humanos – principalmente por roedores silvestres infectados. Hoje, porém, a principal forma de transmissão ocorre entre pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, o contágio acontece principalmente por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, como pus e sangue das feridas e secreções respiratórias em situações de contato próximo e prolongado. Também é possível a infecção por meio de objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis. Sintomas, diagnóstico e tratamento Os sintomas costumam aparecer entre três e 16 dias após o contato com o vírus e podem chegar a 21 dias. As lesões na pele geralmente surgem poucos dias depois da febre, mas podem aparecer antes. Os sinais mais comuns são: A transmissão do vírus pode ocorrer desde o início dos sintomas até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas. Não há, até o momento, um medicamento específico amplamente disponível para tratar a mpox. O atendimento é voltado para aliviar os sintomas. Na maioria dos casos, a doença evolui de forma leve a moderada e dura entre duas e quatro semanas. A vacinação, segundo o Ministério da Saúde, é direcionada a grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Podem se vacinar: São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/alta-de-casos-de-mpox-coincide-com-carnaval-mas-nao-ha-risco-de-pandemia-diz-virologista
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