O que se sabe sobre "superfungo" identificado em hospital público de São Paulo?
Conhecido como Candida Auris, ele costuma colonizar instrumentos, equipamentos e pacientes hospitalizados; uma pessoa morreu até o momento
S
SBT News
"Superfungo" já contaminou 14 pessoas em Hospital do Servidor Estadual, em SP | Unsplash
O Hospital do Servidor Público Estadual, localizado na zona sul de São Paulo, enfrenta um surto de "superfungo" (Candida auris). Pelo menos 14 pacientes já testaram positivo para o patógeno desde o começo do ano e um idoso de 73 anos morreu devido à infecção.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Os casos são de indivíduos colonizados, isto é, quando há a presença do fungo no corpo, porém não ativado. É possível descobrir se a pessoa é colonizado por um fungo por exames microbiológicos, como raspar a pele ou coletar amostras de urina.
O que é o superfungo?
O Candida auris é um fungo emergente, que costuma colonizar instrumentos, equipamentos e pacientes hospitalizados.
Ele afeta principalmente o sistema imunológico de pessoas que estão sob algum tipo de tratamento, provocando infecções de corrente sanguínea, ferida cirúrgica e urinária. O fungo sobrevive em ambientes hospitalares e sua transmissão pode ocorrer após o contato com superfícies, equipamentos e entre pessoas contaminadas.
O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alberto Chebabo, explica que o fungo se aproveita de estados de saúde mais debilitados para se desenvolver. Além disso, como possui uma alta resistência a medicamentos, há poucas alternativas para tratar as infecções.
"É um fungo que normalmente apresenta um perfil de resistência bastante alta. Muitas vezes, ele é resistente também às medidas de desinfecção do ambiente, como a cama, os materiais que o paciente toca, mesinha de cabeceira, os equipamentos que estão à volta do paciente. Tudo isso pode estar colonizado por esse fungo", diz Chebabo. "Há poucas alternativas para tratar essas infecções."
Como evitar contágio?
Para evitar a disseminação, especialistas recomendam que o local de internação do paciente seja devidamente higienizado com produtos específicos.
Em nota, Hospital do Servidor Público informou que, após a identificação dos casos, adotou todas as medidas de segurança e controle, como a manutenção de pacientes em quartos individuais, higienização intensificada e treinamentos para as equipes. Disse, ainda, que a unidade segue realizando coletas mensais por seis meses para análise do cenário.
Quais são os riscos?
O superfungo provoca infecções de corrente sanguínea, ferida cirúrgica e urinária. Para pacientes do grupo risco que estão internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou passaram por procedimentos cirúrgicos, o C. auris representa uma ameaça maior.
Os principais sintomas incluem febre, fadiga e dores musculares e, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o microrganismo é resistente aos principais medicamentos antifúngicos, comumente utilizados para tratar infecções por Candida.
Primeiros casos no Brasil
Os primeiros casos de infecção por superfungo no Brasil surgiram em 2020, durante a pandemia de covid-19, em um paciente de um hospital de Salvador, na Bahia. A superlotação das unidades de saúde nesse período, associadas à redução do controle de infecções, facilitou o surgimento do fungo.
Na época, o hospital disse que assim que o primeiro paciente foi descoberto, as autoridades competentes foram notificadas. Via de regra, a Anvisa iniciou o acompanhamento das infecções, realizando coletas para estabelecer níveis de segurança e o controle do fungo nos estados e no país.
Em São Paulo, o primeiro caso foi confirmado na cidade de Campinas, no interior de São Paulo, em junho de 2023.
O que se sabe sobre "superfungo" identificado em hospital público de São Paulo?Conhecido como Candida Auris, ele costuma colonizar instrumentos, equipamentos e pacientes hospitalizados; uma pessoa morreu até o momentoSaúde2025-04-03T15:23:51.931ZO Hospital do Servidor Público Estadual, localizado na zona sul de São Paulo, enfrenta um surto de "superfungo" (Candida auris). Pelo menos 14 pacientes já testaram positivo para o patógeno desde o começo do ano e um idoso de 73 anos morreu devido à infecção. Os casos são de indivíduos colonizados, isto é, quando há a presença do fungo no corpo, porém não ativado. É possível descobrir se a pessoa é colonizado por um fungo por exames microbiológicos, como raspar a pele ou coletar amostras de urina. O que é o superfungo? O Candida auris é um fungo emergente, que costuma colonizar instrumentos, equipamentos e pacientes hospitalizados. Ele afeta principalmente o sistema imunológico de pessoas que estão sob algum tipo de tratamento, provocando infecções de corrente sanguínea, ferida cirúrgica e urinária. O fungo sobrevive em ambientes hospitalares e sua transmissão pode ocorrer após o contato com superfícies, equipamentos e entre pessoas contaminadas. O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alberto Chebabo, explica que o fungo se aproveita de estados de saúde mais debilitados para se desenvolver. Além disso, como possui uma alta resistência a medicamentos, há poucas alternativas para tratar as infecções. "É um fungo que normalmente apresenta um perfil de resistência bastante alta. Muitas vezes, ele é resistente também às medidas de desinfecção do ambiente, como a cama, os materiais que o paciente toca, mesinha de cabeceira, os equipamentos que estão à volta do paciente. Tudo isso pode estar colonizado por esse fungo", diz Chebabo. "Há poucas alternativas para tratar essas infecções." Como evitar contágio? Para evitar a disseminação, especialistas recomendam que o local de internação do paciente seja devidamente higienizado com produtos específicos. Em nota, Hospital do Servidor Público informou que, após a identificação dos casos, adotou todas as medidas de segurança e controle, como a manutenção de pacientes em quartos individuais, higienização intensificada e treinamentos para as equipes. Disse, ainda, que a unidade segue realizando coletas mensais por seis meses para análise do cenário. Quais são os riscos? O superfungo provoca infecções de corrente sanguínea, ferida cirúrgica e urinária. Para pacientes do grupo risco que estão internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou passaram por procedimentos cirúrgicos, o C. auris representa uma ameaça maior. Os principais sintomas incluem febre, fadiga e dores musculares e, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o microrganismo é resistente aos principais medicamentos antifúngicos, comumente utilizados para tratar infecções por Candida. Primeiros casos no Brasil Os primeiros casos de infecção por superfungo no Brasil surgiram em 2020, durante a pandemia de covid-19, em um paciente de um hospital de Salvador, na Bahia. A superlotação das unidades de saúde nesse período, associadas à redução do controle de infecções, facilitou o surgimento do fungo. Na época, o hospital disse que assim que o primeiro paciente foi descoberto, as autoridades competentes foram notificadas. Via de regra, a Anvisa iniciou o acompanhamento das infecções, realizando coletas para estabelecer níveis de segurança e o controle do fungo nos estados e no país. Em São Paulo, o primeiro caso foi confirmado na cidade de Campinas, no interior de São Paulo, em junho de 2023.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/o-que-se-sabe-sobre-superfungo-identificado-em-hospital-publico-de-sao-paulo
EUA: Cancelamento de visto de embaixadora é reciprocidade
Ao SBT News, Departamento de Estado dos EUA diz que deu “todas as oportunidades” ao Brasil e que a medida não configura declaração de persona non grata