Mpox não é a "nova Covid", afirma porta-voz da OMS; o que se sabe sobre a doença?
Segundo autoridade, métodos de controle da disseminação da doença, que é considerada emergência global pela entidade, já são conhecidos
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Wagner Lauria Jr.
20/08/2024, 15:15 • Atualizado em 20/08/2024, 15:28
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Mpox é considerada emergência sanitária global desde o último dia 14 de agosto | Fabio Pozzebom/Agência Brasil
Um porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, nesta terça-feira (20), que o vírus mpox, também conhecida como "varíola dos macacos", independentemente da cepa, não é comparável à Covid-19, pois os métodos de controle e prevenção já são conhecidos.
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"A Mpox não é a nova covid independentemente de ser o clado I do mpox, responsável pelo surto em andamento no centro-leste da África, ou o clado II do mpox, responsável pelo surto de 2022 que inicialmente impactou a Europa — e continua a circular na Europa desde então.", informou Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa
As we tackle #mpox as a public health emergency of international concern for the second time in 2 years, I want to convey 3 basic messages today on behalf of @WHO_Europe.
Uma nova variante do vírus causador da doença, a Clado 1b, foi identificada pela OMS este ano. Ela foi detectada originalmente na República Democrática do Congo (RDC), mas já há casos registrados em Burundi, Quênia, Ruanda e Uganda, todos na África. Uma caso também foi confirmado na Suécia.
Kluge afirmou que a resposta global à mpox, infecção viral com sintomas como lesões cutâneas e sintomas gripais, será um teste importante para a saúde pública global e enfatizou a importância de sistemas eficazes para controlar e eliminar a mpox.
"Então, vamos escolher implementar os sistemas necessários para controlar e eliminar Mpox globalmente? Ou entraremos em outro ciclo de pânico e negligência?", indagou.
Mpox como emergência sanitária global
A Mpox é considerada emergência global pela Organização Mundial da Saúde desde a última quarta-feira (14). De janeiro de 2022 a junho de 2024, foram contabilizadas 209 mortes pela doença, entre 99.176 casos confirmados, em 116 países. No Brasil, foram 709 casos confirmados apenas em 2024.
A OMS decretou emergência sanitária global da doença após reunião virtual para avaliar o ressurgimento da epidemia da doença na África e o risco de sua disseminação internacional. É a primeira vez desde o fim da pandemia da Covid-19 que a entidade emite seu mais alto nível de alerta.
A mpox é uma doença zoonótica viral. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animais silvestres infectados, com pessoas infectadas pelo vírus e com materiais contaminados. Os sintomas, em geral, incluem erupções cutâneas ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza.
Por que a nova cepa de mpox é mais perigosa?
Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que a nova variante 1b do mpox tem uma taxa de letalidade alarmante de mais de 10% entre crianças pequenas na África Central. Em contraste, a variante 2b, responsável pela epidemia global de mpox em 2022, apresentava uma taxa de letalidade abaixo de 1%.
Ainda de acordo com a entidade, a República Democrática do Congo enfrenta, desde 2022, um surto da doença e a intensa transmissão do vírus entre humanos levou a uma mutação até então desconhecida.
Segundo Vanderson Sampaio, pesquisador científico do Instituto Todos pela Saúde, mesmo que a nova mpx tenha maior potencial de transmissão, a forma com que é transmitida não mudou: continua sendo pelo contato com a pele de pessoas que estão contaminadas.
Ainda que a doença seja transmitida, principalmente, entre homens, há evidências de que a infecção em mulheres grávidas pode causar sérios impactos ao feto, de acordo com a líder técnica sobre mpox do Programa de Emergências Globais da OMS, Rosamund Lewis.
Tem vacina para Mpox?
Existem, até o momento, três vacinas contra a mpox disponíveis globalmente. No entanto, apenas duas delas são recomendadas pela OMS e possuem aprovação em alguns países. Essas vacinas são a ACAM2000, produzida pela Sanofi Pasteur, e a Jynneos (também conhecida como Imvamune ou Imvanex), desenvolvida pela Bavarian Nordic. A vacina Jynneos já foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2023.
O imuninzante foi oferecido para pessoas imunossuprimidas, além de profissionais de laboratório que trabalham diretamente com orthopoxvírus [pertencente à família do vírus da monkeypox] e pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas com suspeitas da doença. Mais de 29 mil doses contra a mpox foram aplicadas no Brasil.
No entanto, o Brasil não planeja vacinação em massa, segundo a ministra da Saúde, ainda que esteja sendo negociada pela pasta a aquisição emergencial de 25 mil doses de vacina contra a doença.
Uso de máscara?
Embora o mpox seja transmitido principalmente por contato físico próximo, não há evidências de que ele se espalhe pelo ar como a Covid-19. A OMS continua vigilante para possíveis mudanças no padrão de transmissão, mas não há recomendações para o uso de máscaras no momento.
Mpox não é a "nova Covid", afirma porta-voz da OMS; o que se sabe sobre a doença?Segundo autoridade, métodos de controle da disseminação da doença, que é considerada emergência global pela entidade, já são conhecidosSaúde2024-08-20T15:15:49.557ZUm porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, nesta terça-feira (20), que o vírus mpox, também conhecida como "varíola dos macacos", independentemente da cepa, não é comparável à Covid-19, pois os métodos de controle e prevenção já são conhecidos. "A Mpox não é a nova covid independentemente de ser o clado I do mpox, responsável pelo surto em andamento no centro-leste da África, ou o clado II do mpox, responsável pelo surto de 2022 que inicialmente impactou a Europa — e continua a circular na Europa desde então.", informou Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa Uma nova variante do vírus causador da doença, a Clado 1b, foi identificada pela OMS este ano. Ela foi detectada originalmente na República Democrática do Congo (RDC), mas já há casos registrados em Burundi, Quênia, Ruanda e Uganda, todos na África. Uma caso também foi confirmado na Suécia. Kluge afirmou que a resposta global à mpox, infecção viral com sintomas como lesões cutâneas e sintomas gripais, será um teste importante para a saúde pública global e enfatizou a importância de sistemas eficazes para controlar e eliminar a mpox. "Então, vamos escolher implementar os sistemas necessários para controlar e eliminar Mpox globalmente? Ou entraremos em outro ciclo de pânico e negligência?", indagou. Mpox como emergência sanitária global A Mpox é considerada emergência global pela Organização Mundial da Saúde desde a última quarta-feira (14). De janeiro de 2022 a junho de 2024, foram contabilizadas 209 mortes pela doença, entre 99.176 casos confirmados, em 116 países. No Brasil, foram 709 casos confirmados apenas em 2024. A OMS decretou emergência sanitária global da doença após reunião virtual para avaliar o ressurgimento da epidemia da doença na África e o risco de sua disseminação internacional. É a primeira vez desde o fim da pandemia da Covid-19 que a entidade emite seu mais alto nível de alerta. A mpox é uma doença zoonótica viral. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animais silvestres infectados, com pessoas infectadas pelo vírus e com materiais contaminados. Os sintomas, em geral, incluem erupções cutâneas ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza. Por que a nova cepa de mpox é mais perigosa? Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que a nova variante 1b do mpox tem uma taxa de letalidade alarmante de mais de 10% entre crianças pequenas na África Central. Em contraste, a variante 2b, responsável pela epidemia global de mpox em 2022, apresentava uma taxa de letalidade abaixo de 1%. Ainda de acordo com a entidade, a República Democrática do Congo enfrenta, desde 2022, um surto da doença e a intensa transmissão do vírus entre humanos levou a uma mutação até então desconhecida. Segundo Vanderson Sampaio, pesquisador científico do Instituto Todos pela Saúde, mesmo que a nova mpx tenha maior potencial de transmissão, a forma com que é transmitida não mudou: continua sendo pelo contato com a pele de pessoas que estão contaminadas. Ainda que a doença seja transmitida, principalmente, entre homens, há evidências de que a infecção em mulheres grávidas pode causar sérios impactos ao feto, de acordo com a líder técnica sobre mpox do Programa de Emergências Globais da OMS, Rosamund Lewis. Tem vacina para Mpox? Existem, até o momento, três vacinas contra a mpox disponíveis globalmente. No entanto, apenas duas delas são recomendadas pela OMS e possuem aprovação em alguns países. Essas vacinas são a ACAM2000, produzida pela Sanofi Pasteur, e a Jynneos (também conhecida como Imvamune ou Imvanex), desenvolvida pela Bavarian Nordic. A vacina Jynneos já foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2023. O imuninzante foi oferecido para pessoas imunossuprimidas, além de profissionais de laboratório que trabalham diretamente com orthopoxvírus [pertencente à família do vírus da monkeypox] e pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas com suspeitas da doença. Mais de 29 mil doses contra a mpox foram aplicadas no Brasil. No entanto, o Brasil não planeja vacinação em massa, segundo a ministra da Saúde, ainda que esteja sendo negociada pela pasta a aquisição emergencial de 25 mil doses de vacina contra a doença. Uso de máscara? Embora o mpox seja transmitido principalmente por contato físico próximo, não há evidências de que ele se espalhe pelo ar como a Covid-19. A OMS continua vigilante para possíveis mudanças no padrão de transmissão, mas não há recomendações para o uso de máscaras no momento.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/mpox-nao-e-nova-covid-afirma-porta-voz-da-oms-o-que-se-sabe-sobre-a-doenca
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