Saúde

Médica explica diferença entre vacinas da dengue

Ao SBT News, Raquel Muarrek destaca que interrupção do Ministério da Saúde é cautelar e detalha as diferenças entre imunizantes do Butantan e Qdenga

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Vicklin Moraes
08/06/2026, 23:43 • Atualizado em 08/06/2026, 23:43
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Aedes Aegypti | Pixabay

Aedes Aegypti | Pixabay

A infectologista Raquel Muarrek afirmou nesta segunda-feira (8), em entrevista ao SBT News, que a suspensão temporária da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan é uma medida preventiva e não significa que o imunizante seja inseguro.

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A decisão do Ministério da Saúde do Brasil ocorreu após o registro de eventos adversos sob investigação, incluindo três internações, 42 reações consideradas severas e ao menos dois óbitos em análise.

“A vacina não foi considerada insegura de forma definitiva. A interrupção ocorre para que especialistas verifiquem se os eventos foram causados pela vacina ou por outros fatores”, explicou a médica.

Segundo ela, o processo faz parte da chamada farmacovigilância — etapa em que vacinas já aplicadas na população passam por monitoramento contínuo para identificar possíveis efeitos adversos raros.

“O que está sendo analisado agora é justamente a resposta a esses eventos. Vamos verificar se há relação com a vacina ou se são casos independentes”, afirmou.

Diferença entre as vacinas

A especialista também destacou as principais diferenças entre o imunizante do Butantan e a vacina Qdenga, atualmente em uso no país. Enquanto a vacina do Butantan é de dose única e foi desenvolvida para proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue, a Qdenga segue um esquema de duas doses. Ambas utilizam vírus atenuado, mas têm estratégias distintas de aplicação e cronograma.

“A outra vacina, a Qdenga, continua disponível e não foi suspensa. A ampliação da cobertura vacinal, independentemente do imunizante, é fundamental para reduzir os casos da doença”, disse.

Suspensão é medida de segurança

De acordo com Muarrek, a interrupção temporária é um procedimento padrão em campanhas de vacinação. Ela afirmou que a medida mostra que o sistema está funcionando e que se trata de uma etapa de controle para garantir que os efeitos observados estejam dentro do esperado e que a vacina continue segura.

A médica reforçou que a eficácia do imunizante do Butantan já foi demonstrada em estudos clínicos e não está sendo colocada em dúvida neste momento.

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