Saúde

Brasil institui Política Nacional de Enfrentamento ao HPV; saiba novidades

Medidas são voltadas à prevenção, diagnóstico e tratamento da infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo; entenda

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Wagner Lauria Jr.
Vacinação contra HPV é a principal forma de prevenção contra as formas graves da doença | Divulgação/Rovena Rosa/Agência Brasil

Vacinação contra HPV é a principal forma de prevenção contra as formas graves da doença | Divulgação/Rovena Rosa/Agência Brasil

O Brasil instituiu nesta quarta-feira (23) uma Política Nacional de Enfrentamento da Infecção por Papilomavírus Humano (HPV), voltada à prevenção, diagnóstico e tratamento da infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo.

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A medida foi oficializada com a publicação da Lei nº 15.174 no Diário Oficial da União (DOU) e assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e por ministros de áreas estratégicas como Saúde, Direitos Humanos, Mulheres e Planejamento.

Novidades da nova política

Entre as principais novidades trazidas pela Política Nacional de Enfrentamento do HPV estão:

  • Ampliação das ações de diagnóstico: serão promovidos exames físicos, testes locais, colposcopia (exame ginecológico), citologia, biópsias e testes moleculares para a detecção da infecção;
  • Tratamento acessível: a política prevê tanto o tratamento local domiciliar quanto atendimentos ambulatoriais especializados, facilitando o acesso à rede de cuidados;
  • Acompanhamento dos parceiros: um dos diferenciais da nova diretriz é o acompanhamento clínico dos parceiros de pessoas infectadas pelo HPV, medida que pode contribuir para interromper cadeias de transmissão silenciosas;
  • Integração entre setores: a política estabelece a articulação entre órgãos públicos, instituições de pesquisa, entidades da sociedade civil e serviços de saúde para a construção de estratégias mais eficazes;
  • Fomento à pesquisa: também estão previstas ações para estimular pesquisas voltadas à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento do HPV, fortalecendo a base científica sobre a infecção;
  • Campanhas educativas e de conscientização: será intensificada a divulgação de informações sobre formas de prevenção, especialmente entre adolescentes e jovens, público prioritário para a vacinação.

As mudanças passam a valer daqui a 90 dias.

O que causa o HPV e como prevenir

O HPV é um vírus que afeta a pele e as mucosas, podendo provocar desde verrugas genitais até o desenvolvimento de tumores malignos, como os que acometem colo do útero, pênis, ânus, boca e garganta, segundo a ginecologista Marina Rosario. Estima-se que existam mais de 200 tipos do vírus, sendo alguns com alto potencial cancerígeno.

A principal forma de prevenção continua sendo a vacinação – disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) –, além do uso de preservativos, que ajudam a reduzir o risco de contágio.

Apesar de a vacina ter sido feita para pessoas que nunca tiveram contato com o vírus, a maior parte da população já teve e há estudos científicos que comprovam a eficácia também para esses casos, segundo a especialista. Ela ressalta que nem todos que tiveram contato com HPV desenvolvem lesões relacionadas ao vírus.

"A importância da vacina na prevenção é que ela evita o desenvolvimento dos piores subtipos do HPV. Existem quatro, que são oncogênicos, ou seja, todos relacionados a casos de câncer", explica Rosario

A nova política amplia a abordagem nacional, incorporando outras frentes de enfrentamento ao vírus. A expectativa é as medidas contribuam para a redução dos índices de infecção e das doenças associadas ao vírus, incluindo tipos de câncer que podem ser evitados com diagnóstico precoce e cuidados adequados.

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