Asma infantil: por que tratamento muda com mesmo diagnóstico
Pediatra, homeopata e cardiologista infantil explica por que a individualização é um dos princípios da homeopatia
Brazil Health
16/07/2026, 09:54 • Atualizado em 16/07/2026, 09:54
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Nova trend resgata referências da infância que inspiraram carreiras | Foto: Reprodução/Freepik
A asma figura entre as doenças crônicas mais frequentes da infância e, embora o diagnóstico seja o mesmo para milhares de crianças, a forma como cada uma manifesta suas crises pode ser bastante diferente. Algumas apresentam piora durante a madrugada; outras desenvolvem falta de ar após exposição ao frio, episódios de choro ou esforço físico. Há crianças que permanecem agitadas e ansiosas, enquanto outras se tornam silenciosas e retraídas. Para a homeopatia, essas diferenças não são detalhes. Elas constituem a base da escolha terapêutica.
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Esse princípio recebe o nome de individualização e ocupa posição central na prática homeopática. A avaliação não se limita ao diagnóstico da doença, mas procura compreender como cada organismo reage ao adoecimento. Sintomas físicos, fatores desencadeantes, comportamento emocional e circunstâncias que aliviam ou agravam o quadro são analisados em conjunto para orientar a seleção do medicamento.
A homeopatia foi desenvolvida no final do século XVIII pelo médico alemão Samuel Hahnemann, criador do princípio similia similibus curantur — "o semelhante cura o semelhante". De acordo com essa proposta, substâncias capazes de provocar determinados sintomas em pessoas saudáveis podem, quando preparadas por meio de diluições sucessivas e dinamização, ser utilizadas para tratar indivíduos que apresentam manifestações semelhantes.
Essa forma de compreender o tratamento parte da ideia de que não existem dois pacientes exatamente iguais. Mesmo diante de um diagnóstico comum, como enxaqueca, rinite ou asma, cada pessoa apresenta características próprias relacionadas à intensidade dos sintomas, aos fatores que desencadeiam as crises, ao horário em que surgem e às respostas emocionais associadas ao quadro. A prescrição homeopática procura justamente identificar essas particularidades.
Como a criança é avaliada durante uma crise de asma
Nas crises de asma infantil, a observação clínica vai além da presença de chiado ou falta de ar. O horário em que os sintomas aparecem, a influência do frio, do esforço físico ou do choro, a posição adotada para respirar com mais facilidade e até o estado emocional da criança fazem parte da avaliação realizada pelo homeopata.
Uma criança cuja falta de ar se intensifica entre a meia-noite e as duas horas da manhã, acompanhada de ansiedade intensa e sede frequente de pequenos goles de água, pode receber uma indicação diferente daquela que apresenta tosse intensa com acúmulo de secreção e episódios de náuseas ou vômitos. Da mesma forma, bebês que despertam subitamente durante a noite com sensação de sufocamento ou crianças cuja tosse seca melhora após ingerir líquidos mornos representam quadros distintos dentro da lógica da individualização.
Situações emocionais também podem influenciar a manifestação das crises. Medo, conflitos familiares, perdas e acontecimentos marcantes podem repercutir no organismo infantil e são considerados durante a consulta, juntamente com os sinais físicos apresentados pela criança.
A homeopatia utiliza medicamentos como Arsenicum album, Ipecacuanha, Sambucus nigra, Spongia tosta e Kali carbonicum, entre outros, sempre escolhidos de acordo com o conjunto de características observadas em cada paciente, e não apenas pelo diagnóstico de asma.
A proposta terapêutica da homeopatia procura fortalecer a capacidade de resposta do organismo, favorecendo o equilíbrio global do paciente. Sob essa perspectiva, tratar uma criança significa compreender suas manifestações individuais e reconhecer que sintomas semelhantes podem expressar necessidades diferentes de cuidado.
Dra. Ana Maria Venturi Pediatra, homeopata e cardiologista infantil CRM-SP 39.967
Asma infantil: por que tratamento muda com mesmo diagnósticoPediatra, homeopata e cardiologista infantil explica por que a individualização é um dos princípios da homeopatia Saúde2026-07-16T09:54:33.190ZA asma figura entre as doenças crônicas mais frequentes da infância e, embora o diagnóstico seja o mesmo para milhares de crianças, a forma como cada uma manifesta suas crises pode ser bastante diferente. Algumas apresentam piora durante a madrugada; outras desenvolvem falta de ar após exposição ao frio, episódios de choro ou esforço físico. Há crianças que permanecem agitadas e ansiosas, enquanto outras se tornam silenciosas e retraídas. Para a homeopatia, essas diferenças não são detalhes. Elas constituem a base da escolha terapêutica. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Esse princípio recebe o nome de individualização e ocupa posição central na prática homeopática. A avaliação não se limita ao diagnóstico da doença, mas procura compreender como cada organismo reage ao adoecimento. Sintomas físicos, fatores desencadeantes, comportamento emocional e circunstâncias que aliviam ou agravam o quadro são analisados em conjunto para orientar a seleção do medicamento. + O princípio da individualização A homeopatia foi desenvolvida no final do século XVIII pelo médico alemão Samuel Hahnemann, criador do princípio similia similibus curantur — "o semelhante cura o semelhante". De acordo com essa proposta, substâncias capazes de provocar determinados sintomas em pessoas saudáveis podem, quando preparadas por meio de diluições sucessivas e dinamização, ser utilizadas para tratar indivíduos que apresentam manifestações semelhantes. Essa forma de compreender o tratamento parte da ideia de que não existem dois pacientes exatamente iguais. Mesmo diante de um diagnóstico comum, como enxaqueca, rinite ou asma, cada pessoa apresenta características próprias relacionadas à intensidade dos sintomas, aos fatores que desencadeiam as crises, ao horário em que surgem e às respostas emocionais associadas ao quadro. A prescrição homeopática procura justamente identificar essas particularidades. + Como a criança é avaliada durante uma crise de asma Nas crises de asma infantil, a observação clínica vai além da presença de chiado ou falta de ar. O horário em que os sintomas aparecem, a influência do frio, do esforço físico ou do choro, a posição adotada para respirar com mais facilidade e até o estado emocional da criança fazem parte da avaliação realizada pelo homeopata. Uma criança cuja falta de ar se intensifica entre a meia-noite e as duas horas da manhã, acompanhada de ansiedade intensa e sede frequente de pequenos goles de água, pode receber uma indicação diferente daquela que apresenta tosse intensa com acúmulo de secreção e episódios de náuseas ou vômitos. Da mesma forma, bebês que despertam subitamente durante a noite com sensação de sufocamento ou crianças cuja tosse seca melhora após ingerir líquidos mornos representam quadros distintos dentro da lógica da individualização. Situações emocionais também podem influenciar a manifestação das crises. Medo, conflitos familiares, perdas e acontecimentos marcantes podem repercutir no organismo infantil e são considerados durante a consulta, juntamente com os sinais físicos apresentados pela criança. A homeopatia utiliza medicamentos como Arsenicum album, Ipecacuanha, Sambucus nigra, Spongia tosta e Kali carbonicum, entre outros, sempre escolhidos de acordo com o conjunto de características observadas em cada paciente, e não apenas pelo diagnóstico de asma. + A proposta terapêutica da homeopatia procura fortalecer a capacidade de resposta do organismo, favorecendo o equilíbrio global do paciente. Sob essa perspectiva, tratar uma criança significa compreender suas manifestações individuais e reconhecer que sintomas semelhantes podem expressar necessidades diferentes de cuidado. Dra. Ana Maria Venturi Pediatra, homeopata e cardiologista infantil CRM-SP 39.967São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/asma-infantil-por-que-tratamento-muda-com-mesmo-diagnostico