Álcool e câncer? Bebidas alcoólicas têm relação com pelo menos seis tipos da doença, diz relatório
Documento também divulgou um alerta: o consumo de álcool em idade precoce pode aumentar o risco de câncer mais tarde na vida; entenda
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Wagner Lauria Jr.
19/09/2024, 13:55 • Atualizado em 19/09/2024, 15:28
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Não há nível de consumo de bebidas alcoólicas seguro | Freepik
O consumo de álcool está diretamente associado a casos de câncer. É o que mostra uma relatório científico da Associação Americana de Pesquisa do Câncer, divulgado nesta quarta-feira (18).
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Segundo o documento, o consumo excessivo de álcool está relacionado a um aumento no risco de seis tipos de câncer: esôfago, mama, colorretal, cabeça e pescoço, fígado e estômago.
Ao todo, o relatório confirmou que 5,4% dos casos de câncer foram atribuídos ao consumo de álcool em 2019 nos EUA. Além disso, faz um alerta: o consumo de álcool em idade precoce pode aumentar o risco de câncer mais tarde na vida.
O relatório destaca também o impacto do álcool no microbioma intestinal, o que pode favorecer o desenvolvimento e a propagação do câncer. Em mulheres, o consumo de álcool está ligado a um aumento nos níveis de estrogênio, o que eleva o risco de câncer de mama. Além disso, o consumo de álcool durante a gravidez foi relacionado a um aumento no risco de leucemia infantil.
Álcool está com tabagismo, sedentarismo e exposição a poluentes
O documento ainda estima que cerca de 40% dos casos de câncer estejam relacionados a fatores de risco modificáveis, como o consumo de álcool, o tabagismo, a dieta, o sedentarismo e a exposição a poluentes.
Em resposta a isso, os especialistas recomendam a redução do consumo de álcool e maior conscientização pública, sugerindo inclusive rótulos de advertência nas bebidas alcoólicas.
De acordo com a Associação, embora avanços no tratamento tenham contribuído para a redução das taxas de mortalidade, a incidência de diversos tipos de câncer, especialmente em adultos jovens, segue em alta. Entre os cânceres com maior aumento estão os que afetam o sistema gastrointestinal, como o colorretal.
Consumo moderado não traz benefícios
Segundo um estudo espanhol, que acompanhou 135 mil adultos com mais de 60 anos ao longo de 12 de anos, o consumo de álcool, mesmo em pequenas quantidades — uma taça de vinho cheia ou 500 ml de cerveja — foi relacionado ao aumento na taxa de mortalidade dos voluntários.
Além disso, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o consumo de bebidas alcoólicas, em qualquer quantidade, aumenta o risco de desenvolver diversos tipos de câncer.
Consumir álcool e tabaco junto aumenta ainda mais a possibilidade do surgimento da doença, segundo o Instituto.
De acordo com o INCA, o consumo de bebida alcoólica é capaz de danificar o DNA das células. 704 mil novos casos de câncer devem ser registrados em 2025 no Brasil, segundo o Instituto.
Álcool e câncer? Bebidas alcoólicas têm relação com pelo menos seis tipos da doença, diz relatórioDocumento também divulgou um alerta: o consumo de álcool em idade precoce pode aumentar o risco de câncer mais tarde na vida; entendaSaúde2024-09-19T13:55:52.101ZO consumo de álcool está diretamente associado a casos de câncer. É o que mostra uma relatório científico da Associação Americana de Pesquisa do Câncer, divulgado nesta quarta-feira (18). Segundo o documento, o consumo excessivo de álcool está relacionado a um aumento no risco de seis tipos de câncer: esôfago, mama, colorretal, cabeça e pescoço, fígado e estômago. Ao todo, o relatório confirmou que 5,4% dos casos de câncer foram atribuídos ao consumo de álcool em 2019 nos EUA. Além disso, faz um alerta: o consumo de álcool em idade precoce pode aumentar o risco de câncer mais tarde na vida. O relatório destaca também o impacto do álcool no microbioma intestinal, o que pode favorecer o desenvolvimento e a propagação do câncer. Em mulheres, o consumo de álcool está ligado a um aumento nos níveis de estrogênio, o que eleva o risco de câncer de mama. Além disso, o consumo de álcool durante a gravidez foi relacionado a um aumento no risco de leucemia infantil. Álcool está com tabagismo, sedentarismo e exposição a poluentes O documento ainda estima que cerca de 40% dos casos de câncer estejam relacionados a fatores de risco modificáveis, como o consumo de álcool, o tabagismo, a dieta, o sedentarismo e a exposição a poluentes. Em resposta a isso, os especialistas recomendam a redução do consumo de álcool e maior conscientização pública, sugerindo inclusive rótulos de advertência nas bebidas alcoólicas. De acordo com a Associação, embora avanços no tratamento tenham contribuído para a redução das taxas de mortalidade, a incidência de diversos tipos de câncer, especialmente em adultos jovens, segue em alta. Entre os cânceres com maior aumento estão os que afetam o sistema gastrointestinal, como o colorretal. Consumo moderado não traz benefícios Segundo um estudo espanhol, que acompanhou 135 mil adultos com mais de 60 anos ao longo de 12 de anos, o consumo de álcool, mesmo em pequenas quantidades — uma taça de vinho cheia ou 500 ml de cerveja — foi relacionado ao aumento na taxa de mortalidade dos voluntários. Além disso, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o consumo de bebidas alcoólicas, em qualquer quantidade, aumenta o risco de desenvolver diversos tipos de câncer. Consumir álcool e tabaco junto aumenta ainda mais a possibilidade do surgimento da doença, segundo o Instituto. De acordo com o INCA, o consumo de bebida alcoólica é capaz de danificar o DNA das células. 704 mil novos casos de câncer devem ser registrados em 2025 no Brasil, segundo o Instituto. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/alcool-e-cancer-bebidas-alcoolicas-tem-relacao-com-ao-menos-seis-tipos-da-doenca-diz-relatorio
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