Zanin e Moraes votam contra recurso de deputados do PL acusados de vender emendas parlamentares
Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil são acusados de cobrar R$ 1,6 milhão para liberar recursos

Yumi Kuwano
Até a tarde desta sexta-feira (4), os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram contra os recursos de três deputados federais do PL acusados de vender emendas parlamentares.
O julgamento virtual dos recursos apresentados pelas defesas dos deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE) vai até a próxima sexta-feira (11).
Segundo Zanin, não há omissões a serem esclarecidas em relação à Corte, argumento usado pelos advogados.
Ainda precisam se manifestar os ministros Luiz Fux, Flávio Dino e Cármen Lúcia.
+ STF torna réus deputados do PL por "venda" de emendas parlamentares
No dia 11 de março, a Primeira Turma decidiu tornar réus os três parlamentares. Eles são acusados pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa, suspeitos de cobrar propina para a liberação de emendas parlamentares.
Os deputados teriam pedido R$ 1,6 milhão para liberar R$ 6,6 milhões em emendas para o município de São José de Ribamar (MA), entre janeiro e agosto de 2020, segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República.