Política

Vice-presidente do PT sugere aliança com grupo de ex-presidente da Alerj alvo da PF

Washington Quaquá defende aproximação com Rodrigo Bacellar, acusado de vazar informações sigilosas para facção criminosa

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Prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá (à esquerda) e ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, do União Brasil, à direita | Reprodução
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O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, defendeu uma aliança com o grupo político do deputado estadual e ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União Brasil) para a eleição indireta que vai definir o governador-tampão do Rio de Janeiro.

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A declaração foi dada em entrevista ao jornal O Globo, publicada na segunda-feira (23), em meio à reconfiguração do cenário político após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL).

Segundo Quaquá, a estratégia do PT é construir uma frente capaz de enfrentar o campo ligado ao bolsonarismo no estado, representado por aliados de Castro e pelo deputado licenciado Douglas Ruas (PL), pré-candidato ao governo pelo partido nas eleições diretas de outubro e que também tenta se viabilizar na disputa indireta.

A sinalização de aproximação ocorre em um cenário político embaralhado. Bacellar é considerado próximo do recém-exonerado secretário de Assuntos Parlamentares do governo federal, André Ceciliano (PT), nome que vinha sendo articulado por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), como candidato ao governo-tampão.

Nos bastidores a avaliação é que, diante das restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) às regras da eleição indireta, que até o momento inviabiliza tanto a candidatura de Ceciliano quanto de Ruas, a formação de alianças se tornou ainda mais decisiva para viabilizar candidaturas competitivas na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), responsável pela escolha do novo governador.

De acordo com a Polícia Federal, ele teria sido avisado previamente sobre a deflagração de uma operação e repassado a informação ao ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o "TH Joias", o que teria permitido a ocultação de provas e a fuga antes da chegada dos agentes.

A defesa do deputado nega as acusações e afirma que não houve qualquer tentativa de obstrução das investigações.

Com a renúncia de Cláudio Castro e a vacância também do cargo de vice-governador, o comando do estado passou interinamente ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio, o desembargador Ricardo Couto.

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