Viana diz que decisão de Mendonça sobre CPMI do INSS “devolve confiança que população quer ter” no STF
Presidente da comissão afirmou que prorrogação dos trabalhos foi “vitória constitucional” e prevê novas oitivas e coleta de provas
Jessica Cardoso
24/03/2026, 00:34 • Atualizado em 24/03/2026, 00:34
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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana | Reprodução
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta segunda-feira (23) que a decisão do ministro André Mendonça de prorrogar os trabalhos da comissão“devolve um pouco da confiança que a população quer ter no Supremo Tribunal Federal”. Segundo ele, a medida seguiu estritamente a Constituição ao garantir a continuidade da investigação.
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“Foi uma vitória constitucional. O ministro André Mendonça deu uma decisão correta de acordo com a Constituição e, em momento algum, sinalizou se seria contra ou a favor. Cumpriu exatamente o rito”, disse a jornalistas.
O senador explicou que o recurso ao STF ocorreu após a Presidência do Senado se recusar a receber o requerimento que solicitava a prorrogação da comissão, mesmo com as assinaturas necessárias. “Quando a Constituição não é respeitada, o Supremo tem de agir”, afirmou.
Apesar do elogio, o parlamentar fez críticas a decisões anteriores da Corte, afirmando que parte dos ministros tem gerado “desconfiança na população brasileira”. Para ele, o episódio reforça que o tribunal pode atuar com isenção. “O ministro André Mendonça mostrou que a Constituição pode ser cumprida em todos os aspectos, independentemente dos personagens envolvidos”, declarou.
Com a prorrogação, a CPMI, que seria encerrada em 28 de março, ganha ao menos mais 60 dias de funcionamento, podendo chegar a 120 dias em caso de novos fatos. Viana disse que o foco agora será ampliar a coleta de depoimentos e reunir informações pendentes.
“Nós vamos trabalhar agora buscando testemunhas”, afirmou, citando o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, o presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, além de representantes de instituições financeiras e servidores públicos.
O senador também indicou que pretende avançar na apuração de um número funcional do STF, que pode estar vinculado ao ministro Alexandre de Moraes e teria trocado mensagens com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo ele, a comissão ainda aguarda resposta da Corte. Caso não haja manifestação no prazo, a CPMI deve acionar o presidente do STF, Edson Fachin.
“Por se tratar de um número público que estava à disposição do Supremo, pago com dinheiro público, é preciso que se identifique quem estava usando. Essa é uma questão que a CPMI vai receber e que nós podemos manter, inclusive, dentro das atribuições, porque é nosso direito questionar e investigar, e mais tarde, essa informação pode ser usada ou não no relatório, dependendo das ligações que nós encontrarmos entre Daniel Vorcaro, os descontos do INSS e participação de políticos e de entes do Judiciário”, disse.
Sobre os dados de Vorcaro que estavam em uma sala-cofre, mas foram retirados após determinação de Mendonça, o senador afirmou que já voltou a oficiar o ministro André Mendonça e disse esperar que o material seja devolvido “o mais breve possível”.
Além disso, Viana afirmou que a CPMI deve insistir em questionamentos ao Supremo sobre mudanças de entendimento em concessões de habeas corpus.
O relatório final, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), já reúne cerca de 5 mil páginas e 228 indiciados. Aos jornalistas, o parlamentar disse que o documento tem caráter técnico e não inclui nomes como o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“[...] tenho a responsabilidade de fazer um trabalho técnico, baseado em dados da CGU, do TCU, em depoimentos e em quebras de sigilo. Para mim, pouco importa se foi no governo A, B, C ou D. Nosso papel aqui é corrigir uma dívida histórica da Previdência Social. Essa prorrogação será muito importante e vai muito além do relatório, [...] porque estamos trabalhando em propostas legislativas, por meio de projetos de lei, para buscar uma blindagem do sistema previdenciário”, afirmou.
Viana diz que decisão de Mendonça sobre CPMI do INSS “devolve confiança que população quer ter” no STF Presidente da comissão afirmou que prorrogação dos trabalhos foi “vitória constitucional” e prevê novas oitivas e coleta de provasPolítica2026-03-24T00:34:18.641ZO presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta segunda-feira (23) que a decisão do ministro André Mendonça de prorrogar os trabalhos da comissão “devolve um pouco da confiança que a população quer ter no Supremo Tribunal Federal”. Segundo ele, a medida seguiu estritamente a Constituição ao garantir a continuidade da investigação. “Foi uma vitória constitucional. O ministro André Mendonça deu uma decisão correta de acordo com a Constituição e, em momento algum, sinalizou se seria contra ou a favor. Cumpriu exatamente o rito”, disse a jornalistas. O senador explicou que o recurso ao STF ocorreu após a Presidência do Senado se recusar a receber o requerimento que solicitava a prorrogação da comissão, mesmo com as assinaturas necessárias. “Quando a Constituição não é respeitada, o Supremo tem de agir”, afirmou. Apesar do elogio, o parlamentar fez críticas a decisões anteriores da Corte, afirmando que parte dos ministros tem gerado “desconfiança na população brasileira”. Para ele, o episódio reforça que o tribunal pode atuar com isenção. “O ministro André Mendonça mostrou que a Constituição pode ser cumprida em todos os aspectos, independentemente dos personagens envolvidos”, declarou. Com a prorrogação, a CPMI, que seria encerrada em 28 de março, ganha ao menos mais 60 dias de funcionamento, podendo chegar a 120 dias em caso de novos fatos. Viana disse que o foco agora será ampliar a coleta de depoimentos e reunir informações pendentes. “Nós vamos trabalhar agora buscando testemunhas”, afirmou, citando o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, o presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, além de representantes de instituições financeiras e servidores públicos. O senador também indicou que pretende avançar na apuração de um número funcional do STF, que pode estar vinculado ao ministro Alexandre de Moraes e teria trocado mensagens com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo ele, a comissão ainda aguarda resposta da Corte. Caso não haja manifestação no prazo, a CPMI deve acionar o presidente do STF, Edson Fachin. “Por se tratar de um número público que estava à disposição do Supremo, pago com dinheiro público, é preciso que se identifique quem estava usando. Essa é uma questão que a CPMI vai receber e que nós podemos manter, inclusive, dentro das atribuições, porque é nosso direito questionar e investigar, e mais tarde, essa informação pode ser usada ou não no relatório, dependendo das ligações que nós encontrarmos entre Daniel Vorcaro, os descontos do INSS e participação de políticos e de entes do Judiciário”, disse. Sobre os dados de Vorcaro que estavam em uma sala-cofre, mas , o senador afirmou que já voltou a oficiar o ministro André Mendonça e disse esperar que o material seja devolvido “o mais breve possível”. Além disso, Viana afirmou que a CPMI deve insistir em questionamentos ao Supremo sobre mudanças de entendimento em concessões de habeas corpus. O relatório final, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), já reúne cerca de 5 mil páginas e 228 indiciados. Aos jornalistas, o parlamentar disse que o documento tem caráter técnico e não inclui nomes como o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “[...] tenho a responsabilidade de fazer um trabalho técnico, baseado em dados da CGU, do TCU, em depoimentos e em quebras de sigilo. Para mim, pouco importa se foi no governo A, B, C ou D. Nosso papel aqui é corrigir uma dívida histórica da Previdência Social. Essa prorrogação será muito importante e vai muito além do relatório, [...] porque estamos trabalhando em propostas legislativas, por meio de projetos de lei, para buscar uma blindagem do sistema previdenciário”, afirmou. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/viana-diz-que-decisao-de-mendonca-sobre-cpmi-do-inss-devolve-confianca-que-populacao-quer-ter-no-stf
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