Urna não aceita voto de americano e argentino, diz Alckmin
Vice-presidente ironizou tentativas de interferência na eleição brasileira durante convenção que oficializou chapa com Lula
Victor Schneider
O vice-presidente Geraldo Alckmin discursa na convenção que oficializou a chapa à reeleição | Divulgação/Ricardo Stuckert
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ironizou as recentes tentativas de contestação do sistema eleitoral brasileiro durante fala neste domingo (2). Ele participava da convenção nacional do PT, que oficializou a chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de 2026.
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O pano de fundo são declarações do argentino Javier Milei e da Casa Branca contra a lisura da urna eletrônica. O Itamaraty monitora a situação com mais cautela desde que precisou barrar a entrada de dois assessores do Departamento de Estado dos EUA que viriam ao Brasil, segundo avaliação da chancelaria, para articular junto ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ações de contestação ao funcionamento do sistema.
"A urna eletrônica é tão competente que não aceita voto de argentino e americano", ironizou Alckmin, provocando risadas entre a militância petista que acompanhava a convenção na Expo Center, em São Paulo.
Alckmin também disse que há "cheiro e fumaça de derrota" nas declarações de Flávio feitas no último dia 21. O senador buscou convencer embaixadores e diplomatas de mais de 40 países a se preocuparem com a confiabilidade do processo eleitoral brasileiro.
Na ocasião, Flávio disse que havia suspeita dos Estados Unidos de fraudes em processo eleitoral eletrônico na Venezuela e associou essa desconfiança ao sistema usado no Brasil. O senador citou conclusões, segundo ele, de um relatório da CIA – a agência de inteligência americana.
Desde 2020, o TSE desmente o boato de que as urnas seriam produzidas por uma empresa venezuelana.
"São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país", diz o tribunal.
Ao fim de seu discurso, Alckmin também brincou com o apelido ganhado durante seus governos no estado de São Paulo: "picolé de chuchu", em referência ao seu perfil mais discreto e reservado.
"Há 4 anos, aqui, foi lançada uma receita de sucesso. Quatro anos depois, ela continua nos hits: Lula com chuchu! Vamos, presidente!", disse.
Urna não aceita voto de americano e argentino, diz AlckminVice-presidente ironizou tentativas de interferência na eleição brasileira durante convenção que oficializou chapa com Lula
Política2026-08-02T18:56:15.286ZO vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ironizou as recentes tentativas de contestação do sistema eleitoral brasileiro durante fala neste domingo (2). Ele participava da , que oficializou a chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de 2026. O pano de fundo são declarações do argentino Javier Milei e da Casa Branca contra a lisura da urna eletrônica. O Itamaraty monitora a situação com mais cautela desde que precisou que viriam ao Brasil, segundo avaliação da chancelaria, para articular junto ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ações de contestação ao funcionamento do sistema. "A urna eletrônica é tão competente que não aceita voto de argentino e americano", ironizou Alckmin, provocando risadas entre a militância petista que acompanhava a convenção na Expo Center, em São Paulo. Alckmin também disse que há "cheiro e fumaça de derrota" nas O senador buscou convencer embaixadores e diplomatas de mais de 40 países a se preocuparem com a confiabilidade do processo eleitoral brasileiro. Na ocasião, Flávio disse que havia suspeita dos Estados Unidos de fraudes em processo eleitoral eletrônico na Venezuela e associou essa desconfiança ao sistema usado no Brasil. O senador citou conclusões, segundo ele, de um relatório da CIA – a agência de inteligência americana. Desde 2020, o TSE desmente o boato de que as urnas seriam produzidas por uma empresa venezuelana. "São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país", diz o tribunal. Ao fim de seu discurso, Alckmin também brincou com o apelido ganhado durante seus governos no estado de São Paulo: "picolé de chuchu", em referência ao seu perfil mais discreto e reservado. "Há 4 anos, aqui, foi lançada uma receita de sucesso. Quatro anos depois, ela continua nos hits: Lula com chuchu! Vamos, presidente!", disse. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/urna-nao-aceita-voto-de-americano-e-argentino-diz-alckmin
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