Política

Tebet confirma reunião com Lula nos próximos dias para bater martelo sobre corte de gastos

Ministra afirmou que redução de gastos não vai retirar direitos da população e que tamanho de corte será definido pelo presidente

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Raphael Felice
30/10/2024, 15:20 • Atualizado em 30/10/2024, 15:27
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Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet | Divulgação/Washington Costa/MPO

Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet | Divulgação/Washington Costa/MPO

A ministra do Planejamento e Orçamento (MPO), Simone Tebet, afirmou, nesta quarta-feira (30), que haverá nos próximos dias uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ela, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e integrantes da equipe econômica para bater o martelo sobre corte de gastos públicos.

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Segundo a ministra, o pacote de cortes que será apresentado a Lula é "bastante consistente" e que ele "sabe o que precisa ser feito e o que não pode ser mexido pelo governo".

Sobre o valor do corte de gastos, Tebet afirmou que isso será definido em uma reunião com o presidente Lula que ainda não tem data definida. Nos bastidores, integrantes da equipe econômica e nomes do mercado financeiro vêm debatendo cortes entre R$ 50 e R$ 60 bilhões.

"O presidente precisa marcar a reunião. Se o presidente marcar amanhã, marcar segunda, vai ser aí. O presidente Lula é quem vai bater o martelo se os valores devem ficar na casa dos R$ 50 bilhões", disse Tebet.

Após o governo definir o que será cortado, a proposta ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional. Como a maioria das mudanças só vão ter efeitos para a partir de 2026, Tebet disse que não há pressa para aprovar as medidas no parlamento, mas sim na apresentação dessas propostas já em novembro.

A ministra ainda afirmou que, mesmo com os cortes, nenhum direito será retirado do trabalhador.

"No nosso caso, não vejo dificuldade em votação em março, o que precisamos é apresentar ao país um pacote consistente, dando conforto ao presidente da República. Deixando claro que não vamos tirar nenhum direito. Foi um consenso entre mim e o ministro Haddad. Não só por pedido do PR, mas por justiça social", declarou,

Caso essa redução de gastos se confirme, integrantes do mercado financeiro já esperam bom resultado da bolsa de valores brasileira e também a redução na cotação do dólar.

Consenso

Após algumas negociações, o Ministério da Fazenda e a Casa Civil chegaram a um consenso a respeito do que será cortado. Segundo o ministro Haddad, nessa terça (29), houve uma "boa reunião" em torno do fortalecimento do arcabouço fiscal, além de "uma ideia que precisa ser trabalhada juridicamente", mas que atende à Fazenda.

Com o mercado inquieto nos últimos dias pela expectativa de que o anúncio fosse feito já nos primeiros dias após as eleições municipais, Haddad afirmou que uma semana a mais não vai prejudicar o resultado do corte.

"Eu até entendo a inquetação, mas é que tem gente especulando em torno de coisas”, disse o ministro, em entrevista coletiva no Ministério da Fazenda. "Você está lidando com finanças públicas, você não pode errar", concluiu.

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