"Tarifaço" à vista: autoridades brasileiras comentam expectativas com medidas de Trump
Governo se mobiliza para defender interesses comerciais do Brasil; novas tarifas devem ser anunciadas hoje, às 17h
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Gabriela Tunes
Gleisi, Alckmin e Haddad: governo se mobiliza para responder a "tarifaço" dos EUA | Divulgação/Gil Ferreira/Ascom-SRI, Divulgação/André Neiva e Divulgação/Diogo Zacarias/MF
Detalhes de nova onda do "tarifaço" prometido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devem ser anunciados nesta quarta-feira (2), às 17h. Em meio à crescente expectativa global sobre as novas medidas, o governo brasileiro tem se mobilizado.
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Hoje de manhã, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, se pronunciou. Ela afirmou que "ninguém pode se colocar acima dos interesses do país" e reforçou que o Congresso e o governo estão trabalhando juntos para defender o Brasil das tarifas unilaterais. Ela citou o recente projeto de lei da reciprocidade, que foi aprovado no Senado, como uma das ações tomadas para enfrentar essa situação.
Na última terça (1º), durante uma visita a Paris, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou otimismo de que o Brasil será poupado das novas tarifas. Ele destacou a posição superavitária do Brasil em relação aos Estados Unidos, ressaltando que seria "estranho" o país sofrer retaliações.
"Os Estados Unidos têm uma posição muito confortável em relação ao Brasil. Até porque ele é superavitário tanto em relação a bens, quanto em relação a serviços", afirmou.
No mesmo dia, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), também comentou o assunto, enfatizando a defesa do diálogo e do crescimento do comércio exterior.
Assim como Haddad, Alckmin mencionou que o Brasil possui um superávit comercial com os Estados Unidos, mas que aguardará o anúncio das tarifas para decidir as ações necessárias para proteger a economia brasileira.
Quais estratégias o Brasil tem adotado?
A estratégia do governo brasileiro está sendo montada em conjunto com o Itamaraty e o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio.Recentemente, diplomatas brasileiros realizaram uma viagem a Washington, onde participaram de reuniões com representantes comerciais dos EUA para discutir a flexibilização das tarifas impostas por Trump.
Enquanto isso, o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul continua a ser um tema relevante nas discussões, com Haddad afirmando que sua aprovação representaria uma resposta política importante às medidas protecionistas dos EUA.
Com a tensão comercial em alta, o Brasil se prepara para enfrentar os desafios que podem surgir com a implementação do "tarifaço", buscando garantir que seus interesses econômicos sejam preservados.
"Tarifaço" à vista: autoridades brasileiras comentam expectativas com medidas de TrumpGoverno se mobiliza para defender interesses comerciais do Brasil; novas tarifas devem ser anunciadas hoje, às 17hPolítica2025-04-02T13:32:27.933ZDetalhes de nova onda do "tarifaço" prometido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devem ser anunciados nesta quarta-feira (2), às 17h. Em meio à crescente expectativa global sobre as novas medidas, o governo brasileiro tem se mobilizado. Hoje de manhã, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, se pronunciou. Ela afirmou que "ninguém pode se colocar acima dos interesses do país" e reforçou que o Congresso e o governo estão trabalhando juntos para defender o Brasil das tarifas unilaterais. Ela citou o recente, que foi aprovado no Senado, como uma das ações tomadas para enfrentar essa situação. Na última terça (1º), durante uma visita a Paris, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou otimismo de que o . Ele destacou a posição superavitária do Brasil em relação aos Estados Unidos, ressaltando que seria "estranho" o país sofrer retaliações. "Os Estados Unidos têm uma posição muito confortável em relação ao Brasil. Até porque ele é superavitário tanto em relação a bens, quanto em relação a serviços", afirmou. No mesmo dia, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), também comentou o assunto, enfatizando a defesa do diálogo e do crescimento do comércio exterior. Assim como Haddad, Alckmin mencionou que o Brasil possui um superávit comercial com os Estados Unidos, mas que aguardará o anúncio das tarifas para decidir as ações necessárias para proteger a economia brasileira. Quais estratégias o Brasil tem adotado? A estratégia do governo brasileiro está sendo montada em conjunto com o Itamaraty e o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Recentemente, onde participaram de reuniões com representantes comerciais dos EUA para discutir a flexibilização das tarifas impostas por Trump. Enquanto isso, o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul continua a ser um tema relevante nas discussões, com Haddad afirmando que sua aprovação representaria uma resposta política importante às medidas protecionistas dos EUA. Com a tensão comercial em alta, o Brasil se prepara para enfrentar os desafios que podem surgir com a implementação do "tarifaço", buscando garantir que seus interesses econômicos sejam preservados. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/tarifaco-a-vista-autoridades-brasileiras-comentam-sobre-expectativas-com-medidas-de-trump
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