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Política

"Tarifaço" à vista: autoridades brasileiras comentam expectativas com medidas de Trump

Governo se mobiliza para defender interesses comerciais do Brasil; novas tarifas devem ser anunciadas hoje, às 17h

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Gleisi, Alckmin e Haddad: governo se mobiliza para responder a "tarifaço" dos EUA | Divulgação/Gil Ferreira/Ascom-SRI, Divulgação/André Neiva e Divulgação/Diogo Zacarias/MF
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Detalhes de nova onda do "tarifaço" prometido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devem ser anunciados nesta quarta-feira (2), às 17h. Em meio à crescente expectativa global sobre as novas medidas, o governo brasileiro tem se mobilizado.

Hoje de manhã, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, se pronunciou. Ela afirmou que "ninguém pode se colocar acima dos interesses do país" e reforçou que o Congresso e o governo estão trabalhando juntos para defender o Brasil das tarifas unilaterais. Ela citou o recente projeto de lei da reciprocidade, que foi aprovado no Senado, como uma das ações tomadas para enfrentar essa situação.

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Na última terça (1º), durante uma visita a Paris, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou otimismo de que o Brasil será poupado das novas tarifas. Ele destacou a posição superavitária do Brasil em relação aos Estados Unidos, ressaltando que seria "estranho" o país sofrer retaliações.

"Os Estados Unidos têm uma posição muito confortável em relação ao Brasil. Até porque ele é superavitário tanto em relação a bens, quanto em relação a serviços", afirmou.

No mesmo dia, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), também comentou o assunto, enfatizando a defesa do diálogo e do crescimento do comércio exterior.

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Assim como Haddad, Alckmin mencionou que o Brasil possui um superávit comercial com os Estados Unidos, mas que aguardará o anúncio das tarifas para decidir as ações necessárias para proteger a economia brasileira.

Quais estratégias o Brasil tem adotado?

A estratégia do governo brasileiro está sendo montada em conjunto com o Itamaraty e o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Recentemente, diplomatas brasileiros realizaram uma viagem a Washington, onde participaram de reuniões com representantes comerciais dos EUA para discutir a flexibilização das tarifas impostas por Trump.

Enquanto isso, o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul continua a ser um tema relevante nas discussões, com Haddad afirmando que sua aprovação representaria uma resposta política importante às medidas protecionistas dos EUA.

Com a tensão comercial em alta, o Brasil se prepara para enfrentar os desafios que podem surgir com a implementação do "tarifaço", buscando garantir que seus interesses econômicos sejam preservados.

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