Um mês depois, Tarcísio fala sobre morte da PM Gisele e defende punição rigorosa a tenente-coronel
Governador de SP fala sobre feminicídio pela primeira vez e diz que "posicionamento público é prender criminoso"


Emanuelle Menezes
Mais de um mês após a morte da soldado Gisele Alves Santana, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se pronunciou publicamente sobre o caso pela primeira vez, nesta terça-feira (24), em um evento político.
Gisele foi encontrada morta em 18 de fevereiro, com um tiro na cabeça, no apartamento onde vivia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, na região central da capital paulista. Segundo investigação da Polícia Civil, ela foi vítima de feminicídio. O oficial teria tentado forjar um suicídio.
Ao ser questionado por jornalistas sobre a demora em comentar o caso, Tarcísio afirmou que a resposta do poder público está nas ações das forças de segurança.
"Posicionamento público é prender o criminoso e apresentá-lo à Justiça. Esse é o posicionamento público. É não deixar um crime desse em vão, impune. E a gente não vai deixar", declarou ao fim do evento São Paulo Mais Seguro: Investimento, Valorização e mais proteção na vida das pessoas.
O governador também reforçou que espera uma condenação exemplar.
"A melhor resposta que a gente pode dar para o caso da PM Gisele, que a gente lamenta muito, como a gente lamenta cada feminicídio, é a punição dura do responsável. O policial que cometeu o feminicídio está preso, vai ser apresentado à Justiça, vai ser julgado e a gente espera que ele seja condenado com todo o rigor da lei", disse.
Caso Gisele
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso na última quarta-feira (18). Além do feminicídio, ele responderá por fraude processual. De acordo com o relatório final da Polícia Civil, ele teria alterado a cena do crime para sustentar a versão de suicídio.
As investigações indicam que Gisele foi surpreendida por trás, tentou reagir e acabou imobilizada antes de ser morta com um disparo à queima-roupa.
A perícia também apontou inconsistências no relato do oficial, como vestígios de sangue incompatíveis com a versão apresentada e indícios de manipulação do local.







