Tarcísio chama de injusta condenação de Eduardo Bolsonaro
Apesar da crítica, governador de São Paulo diz que caso não impacta planos eleitorais da direita em SP; ex-deputado é cotado para suplente de André do Prado


Governador Tarcísio de Freitas durante evento na Alesp | Reprodução/TV Alesp
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (17) que considera “injusta” a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), definida na terça-feira (16) pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“Temos que aguardar o acórdão sair e o recurso que a defesa vai protocolar no STF. Eu faço meus os argumentos apresentados pela defesa. Acho que a condenação foi injusta e não prejudica em nada o transcurso da eleição do nosso grupo, como a eleição do Flávio [Bolsonaro] e dos nossos senadores aqui”, afirmou.
Eduardo Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto por coação à Justiça. O colegiado entendeu que ele tentou interferir na ação que resultou na condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado em setembro de 2025.
Durante evento da Segurança Pública nesta quarta (17), o governador e pré-candidato à reeleição em São Paulo afirmou, no entanto, que a condenação do aliado "não prejudica" a composição da chapa eleitoral no Estado, que tem Eduardo Bolsonaro como possível 1° suplente na chapa de André do Prado (PL) pré-candidato ao Senado Federal em São Paulo.
Ao SBT News, André do Prado afirmou que caberá a Eduardo indicar um novo nome para a suplência caso a condenação o impeça de ocupar a vaga. Ele também disse que esperava que a defesa conseguisse reverter a situação para garantir a condição jurídica do ex-deputado na chapa.
Eduardo se licenciou do mandato e se mudou para o Texas, nos Estados Unidos, no início de 2025. À época, afirmou que seu objetivo era denunciar o que classificava como perseguição política do Judiciário brasileiro contra seu pai. A iniciativa contou com o apoio de Paulo Figueiredo, que mantém interlocução com aliados do trumpismo.
Meses após a chegada de Eduardo ao Texas, a Casa Branca passou a adotar medidas contra o Brasil sob a justificativa de punir o país por suposto viés político no julgamento de Bolsonaro. Entre as ações, estiveram a imposição de tarifas sobre exportações brasileiras, a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes e outras autoridades, além da suspensão de vistos de ministros do STF, do procurador-geral Paulo Gonet e de autoridades como o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o ex-ministro Ricardo Lewandowski.















