STF determina que celulares do caso Master fiquem carregados e fora da internet
Gabinete de Toffoli diz que responsabilidade é da PF. Material ainda não foi entregue ao STF
A estátua "A Justiça" em frente à sede do STF, em Brasília | Fellipe Sampaio/STF
Basília Rodrigues
Em meio à confusão do destino que será dado ao material apreendido nesta quarta-feira (14), no caso Master, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, determinou que os aparelhos de celulares sejam mantidos pela Polícia Federal com bateria carregada e sem conexão com internet.
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Nota divulgada pelo gabinete de Toffoli explica que o material está neste momento sob responsabilidade dos “executores da ordem proferida”, portanto a PF. E que ainda não foi entregue à Suprema corte.
“Tendo em vista que os materiais apreendidos ainda não foram encaminhados a esta Suprema Corte, esclareço que para a custódia dos aparelhos e seus respectivos materiais telemáticos impõem-se que as autoridades custodiantes os mantenham eletricamente carregados e em modo desacoplado das redes telefônicas e de wi-fi, para a devida preservação de seu conteúdo e oportuna extração e periciamento pela autoridade encarregada. Essa responsabilidade é dos executores da ordem proferida”, afirma o gabinete de Toffoli.
Ainda há questionamentos sobre como será a etapa pericial, uma vez que todo material apreendido necessitará ser levado ao STF e, a princípio, não ficará guardado na Polícia Federal. Caberá ao Supremo decretar a perícia.