Sóstenes diz que Ramagem teve problema com CNH nos EUA; chefe da PF nega
Deputado amigo de ex-Abin chama Andrei Rodrigues de mentiroso e diz que asilo político sairá antes de deportação




Vicklin Moraes
Raquel Landim
Soane Guerreiro
Cézar Feitoza
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta segunda-feira (13), em entrevista exclusiva ao SBT News, que o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, preso pelo serviço migratório americano (ICE), foi detido por estar com a CNH vencida.
O líder partidário sustentou ainda que o pedido de asilo político de Ramagem está em fase avançada e que não acredita na extradição.
"Ele está lá detido, apresentando a sua defesa. Eu tenho certeza de que muito em breve será solto e, se for verdade o que o governo está dizendo, ele será extraditado brevemente. Como não vai acontecer, ficará provada mais uma mentira desse governo, simplesmente em um fato isolado que aconteceu com o delegado Ramagem", declarou o parlamentar.
A versão apresentada pela liderança do partido, no entanto, diverge do posicionamento oficial da Polícia Federal. Ao SBT News, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que o ex-diretor da Abin está em situação irregular nos Estados Unidos — o que teria motivado a detenção nesta segunda-feira (13).
“A prisão é fruto da cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, está em situação migratória irregular", afirmou Rodrigues. Questionada sobre o caso, a defesa de Ramagem declarou que não irá se manifestar.
O ex-diretor da Abin deixou o país clandestinamente em setembro do ano passado, pela fronteira com a Guiana. A manobra desrespeitou a ordem judicial que o proibia de sair do Brasil devido ao julgamento por tentativa de golpe de Estado. A fuga ocorreu no mesmo mês em que o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o núcleo central da trama.
Na ocasião, Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão por seu envolvimento no caso. Além dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros seis integrantes do grupo foram condenados pela Primeira Turma da Corte. O pedido formal de extradição havia sido determinado pelo ministro Alexandre de Moraes em dezembro passado.









