Política

Secretário-geral da ONU pede apoio do G20 para paz e combate às mudanças climáticas

Guterres destacou que países falham na redução de emissões e devem aumentar compromisso: "Fracasso não é uma opção"

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Lis Cappi
O secretário-Geral da ONU, António Guterres, defendeu que países do G20 usquem paz para crises em Gaza, Líbano, Sudão e Ucrânia | Gustavo Stephan/ONU

O secretário-Geral da ONU, António Guterres, defendeu que países do G20 usquem paz para crises em Gaza, Líbano, Sudão e Ucrânia | Gustavo Stephan/ONU

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo para que países que participam do G20 contribuam em pautas defendidas pela Organização das Nações Unidas, como a busca de um fim das guerras e um compromisso de combate às mudanças climáticas.

As demandas fizeram parte de um anúncio a jornalistas neste domingo (17), e vem um dia antes do início oficial do encontro entre os países com as maiores economias do mundo, no Rio de Janeiro.

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Guterres enfatizou que os países que fazem parte do G20 devem utilizar seu poder econômico para resolver problemas globais. "As pessoas estão pagando um preço terrível e devemos nos levantar pela paz em Gaza com um cessar-fogo imediato, com a liberação dos reféns imediata, e as negociações para os dois estados. Paz no Líbano com cessar-fogo e espaços para implementação das resoluções do Conselho de Segurança", declarou.

O secretário-geral também citou o conflito envolvendo Rússia e Ucrânia e pediu pela paz no Sudão. O país africano está em guerra civil há mais de um ano. "Em todos os lugares as ações de paz devem obedecer à carta da ONU, ao Estado de direito e aos princípios de soberania, independência política e integridade territorial dos Estados", destacou Guterres.

Mudanças Climáticas

As mudanças climáticas também foram citadas pelo secretário-geral, com destaque para a necessidade de cooperação entre países. Guterres deu exemplos ligados ao Brasil, como a seca na Amazônia e as enchentes no Rio Grande do Sul, e afirmou que 2024 deve ser o ano mais quente da história.

Ele ainda apontou risco do não cumprimento das metas estabelecidas no passado se não houver um maior comprometimento dos países.

"Se não fizermos isso, chegaremos a um número desastroso de aumento da temperatura global muito acima do que era esperado até 2050, chegando até 2,5ºC. As emissões deveriam ser cortadas em 9% ao ano até 2027, mas ainda assim, elas continuam subindo. Os países do G20 são responsáveis por 80% das emissões, portanto devem concordar e manter os objetivos para as metas das emissões de gases", declarou.

Guterres ainda apontou um aumento da desigualdade e apontou que "o fracasso não é uma opção": "Os países precisam da arquitetura financeira global, da sua ajuda, para resolver as questões climáticas e de desenvolvimento de forma eficaz. O caminho do futuro pede um sistema mais representativo que olhe para as necessidades de desenvolvimento. Isso inclui gastar e aumentar a apresentação dos países nas instituições financeiras internacionais".

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