Política

PT busca PSDB para discutir relação entre Lula 4 e Congresso

Edinho Silva pede reunião com Aécio Neves; tucanos querem saber como será a política fiscal no próximo mandato petista

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Por Iander Porcella
O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) | Wilson Dias/Agência Brasil

O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) | Wilson Dias/Agência Brasil

O presidente do PT, Edinho Silva, procurou dirigentes do PSDB para marcar uma conversa sobre o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo apurou a Coluna, o petista sugeriu um café com o dirigente nacional da sigla, Aécio Neves, na próxima semana.

Edinho e o ex-ministro Rui Costa (PT), senador eleito, foram escalados pelo presidente da República para tratativas com os partidos. A ideia é dar uma demonstração de que Lula 4 será um governo mais amplo do que o terceiro mandato. O principal objetivo é conseguir apoio no Congresso à agenda governista.

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Os tucanos, que por décadas foram os principais adversários do PT, afirmam que não têm interesse em compor o governo, mas não se negam ao diálogo e podem eventualmente apoiar pautas específicas. O partido, que defende o equilíbrio das contas públicas, quer ouvir de Edinho qual rumo terá a política fiscal no próximo mandato de Lula.

Edinho já procurou também o MDB e o PSD para abrir diálogo. Siglas do Centrão, como PP, União Brasil e Republicanos, também estão no radar do PT.

A relação de Lula com o Legislativo em seu quarto governo tende a ser mais tensa, devido ao avanço do PL. A legenda bolsonarista terá as maiores bancadas da Câmara (121 deputados) e do Senado (29 senadores) e promete fazer oposição ferrenha ao petista.

O governo Lula 3 foi marcado por uma base aliada instável no Congresso. Apesar de o presidente ter entregue ministérios para MDB, PSD, União Brasil, PP e Republicanos, esses partidos muitas vezes votaram contra o Palácio do Planalto.

No Lula 4, as siglas do Centrão, até mesmo as que apoiaram a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, serão novamente abarcados na Esplanada. Mas o presidente quer um compromisso maior das cúpulas partidárias com a agenda legislativa.

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