Bolsonaro no STF: 1ª Turma rejeita pedido de nulidade por falta de acesso de provas e "pesca probatória"
Ministro Alexandre de Moraes rebateu narrativa de “velhinhas com bíblia na mão” no 8 de Janeiro

Vinícius Nunes
Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitaram nesta terça-feira (25), por unanimidade, os pedidos de nulidade das defesas de Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados. As defesas argumentaram que a análise das denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a trama golpista estaria viciada e que houve indícios de cerceamento de defesa e "pesca probatória".
Em seu voto, o relator, o ministro Alexandre de Moraes, disse que o devido processo legal tem sido respeitado, as provas estão disponíveis às defesas, a documentação apresentada é a que faz parte do processo e que o fato de uma investigação acabar levando a achados que desencadearam novas investigações não é pesca probatória. Ele foi acompanhado pelos demais ministros.
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Moraes também afirmou que essa matéria foi pacificada em mais de mil ações. “Não é algo novo. Em 1.494 ações, o Supremo Tribunal Federal reafirmou a sua competência para todos os crimes relacionados ao dia 8 de janeiro de 2023”, disse.
O ministro também rebateu a narrativa de que "velhinhas com bíblia na mão" teriam participado do 8 de Janeiro, dando um caráter pacifico à manifestação que levou às destruições do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do próprio STF.
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“E eu aproveito aqui para desfazer uma narrativa totalmente inverídica, até um dos nobres advogados disse uma questão de ‘terraplanismo’, aqui seria muito semelhante. Se criou uma narrativa, assim como a terra seria plana, que o Supremo Tribunal Federal estaria condenando ‘velhinhas com a Bíblia na mão’, que estariam passeando num domingo ensolarado pelo Supremo Tribunal Federal, pelo Congresso Nacional e pelo Palácio do Planalto. Nada mais mentiroso do que isso. Seja porque ninguém lá estava passeando, e as imagens demonstram isso”, completou.