Paquistão rejeita acusação do Talibã e nega ter bombardeado hospital no Afeganistão
País reiterou que ataques não são direcionados a estruturas civis, mas a locais utilizados pelo regime Talibã


Camila Stucaluc
O ministro da Informação e Radiodifusão do Paquistão, Attaullah Tarar, negou ter bombardeado um hospital para dependentes químicos em Cabul, no Afeganistão. A acusação foi feita na segunda-feira (16) pelo regime Talibã, que relatou ao menos 400 mortos e 250 feridos devido ao ataque.
“Os ataques são feitos com precisão apenas nas infraestruturas que estão sendo usadas pelo regime talibã afegão para apoiar terroristas. Falsas alegações feitas pelo regime propagandista do Talibã não podem enganar os afegãos e o mundo com suas ações hediondas de apoio e patrocínio do terrorismo na região”, disse Tarar, que publicou um vídeo das ações militares no país.
Os ataques ocorrem em meio à guerra aberta entre Paquistão e o regime Talibã do Afeganistão. Islamabad acusa Cabul de abrigar contra grupos militantes que realizam ataques terroristas dentro do país, como o TTP (Tehreek-e-Taliban) e o Estado Islâmico. A acusação é rejeitada pelo Talibã, , que nega permitir a operação dos grupos no território.
Na noite de segunda-feira (16), o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu aos governantes dos países para intensificarem imediatamente os esforços para combater o terrorismo. Sem citar o conflito, o representante do Paquistão convocou o Talibã a tomar medidas para fortalecer a gestão segura e protegida de armas e munições para evitar seu desvio para grupos terroristas.
Em declaração anterior, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu o fim das hostilidades entre os países, dizendo estar profundamente preocupado com o impacto do conflito sobre a população. “Ele reitera seu apelo às partes para que resolvam quaisquer divergências por meio da diplomacia”, disse o porta-voz, Stéphane Dujarric.









