Preterido por Flávio Bolsonaro, Carlos Portinho recebe sinalizações de partidos e diz que vai ‘cuidar das feridas’
Senador do PL terá reunião com o coordenador da campanha de Flávio no próximo mês para definir seu futuro político


Marcela Mattos
Sem espaço na chapa articulada pelo PL no Rio de Janeiro, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) diz ter recebido “mensagens de apoio e de indignação” que o confortam, e que ele vai submergir nos próximos dias para definir o seu futuro político.
As declarações foram dadas ao SBT News após o pré-candidato Flávio Bolsonaro anunciar o governador Cláudio Castro (PL) e o prefeito de Belfort Roxo, Márcio Canella (União), como seus nomes para a disputa às duas cadeiras ao Senado.
Dias antes, Portinho, que é líder do PL no Senado, havia se reunido com o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha e reforçado a sua intenção de ter o apoio da família no projeto à reeleição.
Diante da negativa ao apoio, Portinho recebeu contatos de lideranças de alguns partidos, entre eles do Novo, MDB e PSDB, mas afirma que é hora de refletir e se recompor.
“Estarei na manifestação em Copacabana neste domingo e depois me recolho para cuidar das feridas e poder retornar à liderança do PL no Senado”, afirmou.
Ele deve se reunir com o coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), no dia 9 de março, para discutir a possibilidade de um reforço nas articulações políticas para a corrida ao Planalto.
Nesta quarta-feira (25), Flávio Bolsonaro reuniu as principais lideranças do PL e, ao discursar, fez um aceno a Portinho.
O presidenciável agradeceu o senador por “entender o jogo nacional” e disse que precisa dele durante a campanha. “Saiba que você [Portinho] vai ter sempre a minha compreensão, o meu apoio e a minha admiração. Os gestos que você fez para mim foram muito importantes”, discursou Flávio Bolsonaro.









