Presidente da CCJ do Senado diz que não há previsão para chegada da PEC da Segurança nem indicação de Jorge Messias
Otto Alencar (PSD-BA) diz que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ainda não sinalizou quando deve encaminhar os temas


Soane Guerreiro
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA) disse, nesta terça-feira (7) que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não deu nenhuma sinalização de quando pretende dar encaminhamento à PEC da Segurança, nem a indicação de Jorge Messias, atual Advogado-Geral da União, para o cargo vago no Supremo Tribunal Federal (STF).
"Ele não me chamou pra conversar ainda", afirmou o senador.
Otto disse ainda que por uma questão de ética não pretende perguntar à Alcolumbre sobre a previsão para os andamentos. A CCJ analisa a constitucionalidade, legalidade e a técnica jurídica dos projetos antes que eles sigam para o plenário ou outras comissões, mas diferentemente da Câmara, o Regimento Interno não obriga que todas as propostas passem pela Comissão, cabendo ao presidente do Senado definir o rito. Embora seja incomum que a CCJ não seja acionada. Por outro lado, a Comissão é a responsável pela sabatina aos indicados ao STF antes da votação em plenário.
Há pouco mais de um mês, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025, da Segurança Pública, foi aprovada na Câmara dos Deputados e está parada à espera de que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defina como a proposta vai andar dentro do Senado.
A PEC é considerada prioritária para o governo Lula, em especial diante de um cenário de eleições, e teve um andamento demorado e marcado por várias divergências na Câmara dos Deputados.
Convite para ministério
O presidente da CCJ negou ainda rumores de que teria sido sondado para assumir o cargo de Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.
Segundo Otto, recentemente ele ja teve várias reuniões com integrantes do governo, inclusive com o próprio presidente Lula, mas que em nenhum momento foi feito algum convite para que ele assumisse a pasta, que cuida da interlocução entre Planalto e Congresso Nacional.
Ele ainda afirmou ao SBT News que, mesmo que fosse convidado, neste momento não aceitaria.









