Política

Portinho diz que Bolsonaro indicará nome ao Senado e defende maioria conservadora na Casa

Líder do PL afirma ser pré-candidato, critica ministros do STF e fala em clima para CPI sobre denúncias envolvendo instituições financeiras e magistrados

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou nesta quarta-feira (18), em entrevista exclusiva ao SBT News, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deverá indicar ao menos uma das vagas ao Senado nas eleições deste ano. Segundo o parlamentar, a definição ainda não está fechada, mas ele próprio se coloca como pré-candidato.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover
"Não há martelo batido, mas eu me posicionei. Sou pré-candidato ao Senado. Represento o presidente no Senado como líder do PL há seis anos, fui líder do governo Bolsonaro no último ano do mandato e tenho uma relação boa com ele. É ele quem deve indicar ao menos uma das vagas", declarou.

Portinho afirmou que o grupo político busca eleger um senador "comprometido com as causas da direita" e que ajude a consolidar maioria na Casa. Ele também mencionou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência, defendendo articulação para fortalecer a base conservadora no Congresso.

CPI, CPMI e críticas ao STF

Questionado sobre a possibilidade de instalação de uma CPI ou CPMI para investigar denúncias envolvendo instituições financeiras — citando nominalmente o Banco Master —, Portinho disse que há resistência dos presidentes das Casas legislativas à abertura de comissões neste momento.

O senador também voltou a defender pedidos de impeachment contra ministros do STF e criticou a atuação da Corte.

"Eu dei assinatura para pedido de impeachment. Acho que o STF deveria ser o auge da magistratura. Hoje, há uma grande dificuldade no Senado, inclusive por ser ano eleitoral", afirmou.

Portinho fez ainda acusações sobre supostas relações entre instituições financeiras, crime organizado e integrantes do Judiciário, mas não apresentou provas durante a entrevista.

Últimas Notícias