Brasil

Carnaval no Rio: samba-enredo será 1º critério de desempate na apuração do Grupo Especial

Escola de samba campeã será conhecida nesta quarta-feira (18), às 16h; 12 agremiações disputam título após desfiles na Sapucaí

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Mestre Ciça durante desfile da Viradouro | Rio Carnaval/Eduardo Hollanda

A apuração do Grupo Especial do Rio de Janeiro promete fortes emoções nesta Quarta-feira de Cinzas (18). A leitura das notas começa às 16h, na Cidade do Samba, na zona portuária da capital fluminense.

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O momento encerra três noites de desfiles na Marquês de Sapucaí, palco principal do carnaval carioca.

O samba-enredo será o primeiro critério de desempate para definir a campeã do Carnaval 2026, caso duas ou mais escolas terminem com a mesma pontuação. Considerado a alma do desfile, o samba-enredo precisa traduzir, pela letra e melodia, a narrativa apresentada no desfile.

Persistindo a igualdade, a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa) seguirá a seguinte ordem, estabelecida em sorteio, para definir a campeã do Grupo Especial:

1. Samba-enredo

2. Evolução

3. Enredo

4. Fantasia

5. Harmonia

6. Alegorias e Adereços

7. Mestre-sala e Porta-bandeira

8. Bateria

9. Comissão de frente

Os envelopes serão abertos na seguinte ordem:

1. Comissão de frente

2. Bateria

3. Mestre-sala e Porta-bandeira

4. Alegorias e Adereços

5. Harmonia

6. Fantasia

7. Enredo

8. Evolução

9. Samba-enredo

Doze escolas disputam o título do Carnaval do Rio

Ao todo, 12 agremiações estão na disputa pelo título mais cobiçado do carnaval carioca:

  • Acadêmicos de Niterói, com o enredo "Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil". A escola contou a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir do mulungu, árvore relacionada a cidade de Garanhuns (PE), onde o petista nasceu.
  • Imperatriz Leopoldinense, com o enredo "Camaleônico". A agremiação levou para a Marquês de Sapucaí uma homenagem ao cantor Ney Matogrosso, um dos maiores nomes da música brasileira.
  • Portela, com o enredo "O Mistério do Príncipe do Bará – A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande". O desfile da Águia foi uma referência à cultura afro-gaúcha. O Rio Grande do Sul tem o maior percentual de adeptos da umbanda e do candomblé do Brasil.
  • Estação Primeira de Mangueira, com o enredo "Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra". A verde e rosa cantou na avenida a história de Mestre Sacaca, referência dos saberes afro-indígenas no Amapá e conhecido como "Doutor da Floresta".
  • Mocidade Independente de Padre Miguel, com o enredo "Rita Lee, a padroeira da liberdade". A escola levou para a Marquês de Sapucaí uma homenagem à cantora Rita Lee, um dos maiores nomes da música brasileira.
  • Beija-Flor de Nilópolis, com o enredo "Bembé". O desfile da atual campeã do carnaval carioca contou a história do maior candomblé de rua do mundo, o Bembé do Mercado. A cerimônia é realizada em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano.
  • Unidos do Viradouro, com o enredo "Pra Cima, Ciça". O desfile da escola fez uma homenagem ao Mestre Ciça, um dos maiores nomes da história do carnaval do Rio.
  • Unidos da Tijuca, com o enredo "Carolina Maria de Jesus". A Tijuca cantou na avenida a trajetória da escritora Carolina Maria de Jesus, mais conhecida pela obra "Quarto de Despejo".
  • Paraíso do Tuiuti, com o enredo "Lonã Ifá Lukumí". O desfile da Tuiuti levou para a avenida a história da religião afro-cubana Ifá, misturando sons brasileiros e caribenhos na melodia.
  • Unidos de Vila Isabel, com o enredo "Macumbembê, samborembá: sonhei que um sambista sonhou a África". A Vila Isabel fez uma homenagem ao sambista e pintor Heitor dos Prazeres, e sua relação com a cultura afro-brasileira.
  • Acadêmicos do Grande Rio, com o enredo "A Nação do Mangue". O desfile da escola de Caxias celebrou o movimento Manguebeat, a resistência cultural periférica, o maracatu e a obra de Chico Science.
  • Acadêmicos do Salgueiro, com o enredo "A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau". O Salgueiro levou para a Marquês de Sapucaí uma homenagem para a carnavalesca Rosa Magalhães, falecida em 2024.

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