PL de redução das penas endurece regra sobre feminicídio e facções para se contrapor a críticas
Texto assinado pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) deve ser votado nesta terça (9) pela Câmara
Ranier Bragon
Paulinho da Força é o relator do projeto da dosimetria | Agência Câmara
Com o objetivo de amenizar as possíveis críticas à redução de penas dos condenados por atos golpistas, o relatório do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) traz um endurecimento para crimes de feminicídio e de participação em facções.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Em suma, o texto ameniza a situação de condenados pelos crimes do 8 de janeiro de 2023 e correlatos, mas mantém ou endurece a punição a crimes violentos.
O projeto, que deve ser votado nesta terça (9) pela Câmara dos Deputados, reduz a pena em regime fechado de Jair Bolsonaro a 2 anos e 4 meses --pela condenação de 27 anos e três meses no julgamento da tentativa de golpe, ele deveria ficar quase sete anos em regime fechado antes de obter a progressão de pena.
A redução da punição se dá, em suma, pela vedação à condenação somada dos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de estado, além da flexibilização das regras para progressão de pena --ou seja, a transferência de um regime mais duro para um mais brando.
Pela proposta, o regime de progressão ocorre nesses casos após o cumprimento de um sexto da pena, não mais um quarto.
Hoje também não existe regra específica que reduza a pena para réus que participaram de atos coletivos como os de 8 de janeiro sem liderança, comando ou financiamento. A proposta de Paulinho é que réus que não financiaram e não lideraram os atos tenham redução de 1/3 a 2/3 da pena.
Nos bastidores, o objetivo do endurecimento das regras de progressão para os crimes de feminicídio e de participação em milícias é se contrapor às críticas relativas ao abrandamento de punição a condenados por atos golpistas.
O deputado do Solidariedade colocou em seu relatório que no caso de feminicídio o réu primário, que hoje pode progredir de regime após cumprir 50% da pena, passaria a ter que cumprir 55%, mantendo-se a proibição de livramento condicional.
Já para integrantes de facções o texto diz que quem exerce comando de organização criminosa ou é condenado por constituição de milícia privada deverá cumprir pelo menos 50% da pena antes de progredir — percentual superior ao exigido hoje em casos que não envolvam morte (40%).
Os dois tipos de crime têm dominado o noticiário nos últimos tempos, em especial devido a casos simbólicos e de grande repercussão, como o da mulher atropelada e arrastada em São Paulo e o da operação mais letal da história do polícia do Rio de Janeiro, que mirou a facção Comando Vermelho.
PL de redução das penas endurece regra sobre feminicídio e facções para se contrapor a críticasTexto assinado pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) deve ser votado nesta terça (9) pela Câmara
Política2025-12-09T18:27:10.028ZCom o objetivo de amenizar as possíveis críticas à redução de penas dos condenados por atos golpistas, o relatório do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) traz um endurecimento para crimes de feminicídio e de participação em facções. Em suma, o texto ameniza a situação de condenados pelos crimes do 8 de janeiro de 2023 e correlatos, mas mantém ou endurece a punição a crimes violentos. O projeto, que deve ser votado nesta terça (9) pela Câmara dos Deputados, reduz a pena em regime fechado de Jair Bolsonaro a 2 anos e 4 meses --pela condenação de 27 anos e três meses no julgamento da tentativa de golpe, ele deveria ficar quase sete anos em regime fechado antes de obter a progressão de pena. A redução da punição se dá, em suma, pela vedação à condenação somada dos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de estado, além da flexibilização das regras para progressão de pena --ou seja, a transferência de um regime mais duro para um mais brando. Pela proposta, o regime de progressão ocorre nesses casos após o cumprimento de um sexto da pena, não mais um quarto. Hoje também não existe regra específica que reduza a pena para réus que participaram de atos coletivos como os de 8 de janeiro sem liderança, comando ou financiamento. A proposta de Paulinho é que réus que não financiaram e não lideraram os atos tenham redução de 1/3 a 2/3 da pena. Nos bastidores, o objetivo do endurecimento das regras de progressão para os crimes de feminicídio e de participação em milícias é se contrapor às críticas relativas ao abrandamento de punição a condenados por atos golpistas. O deputado do Solidariedade colocou em seu relatório que no caso de feminicídio o réu primário, que hoje pode progredir de regime após cumprir 50% da pena, passaria a ter que cumprir 55%, mantendo-se a proibição de livramento condicional. Já para integrantes de facções o texto diz que quem exerce comando de organização criminosa ou é condenado por constituição de milícia privada deverá cumprir pelo menos 50% da pena antes de progredir — percentual superior ao exigido hoje em casos que não envolvam morte (40%). Os dois tipos de crime têm dominado o noticiário nos últimos tempos, em especial devido a casos simbólicos e de grande repercussão, como o da mulher atropelada e arrastada em São Paulo e o da operação mais letal da história do polícia do Rio de Janeiro, que mirou a facção Comando Vermelho. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/pl-de-reducao-das-penas-endurece-regra-sobre-feminicidio-e-faccoes-para-se-contrapor-a-criticas
PL 'dribla' STF e exibe Jair Bolsonaro em vídeo de IA
Mensagem do ex-presidente foi exibida durante evento que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência após restrições impostas por Moraes
Associação dos delegados da PF vê risco para caso Master
Em entrevista ao SBT News, presidente da entidade dos delegados da PF diz que corporação aprendeu com anulações, segue protocolos e atua com preocupação