PGR se manifesta contra monitoramento da PF dentro da casa de Bolsonaro
Paulo Gonet defende vigilância por câmeras e agentes na rua da residência; decisão vai contra pedido da Polícia Federal

Gabriela Vieira
Paola Cuenca
A Procuradoria Geral da República (PGR) decidiu nesta sexta-feira (29) que agentes da Polícia Federal (PF) não façam o monitoramento dentro da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele está em prisão domiciliar desde 4 de agosto.
Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a aréa externa da casa deve ser cercada de câmeras de vigilância. Enquanto, a Polícia Federal deve permanecer na entrada do condomínio onde mora o ex-presidente em Brasília. Gonet observa que "não há situação crítica" dentro da residência e que é que preciso observar a "privacidade" do local.
"O monitoramento visual não presencial, em tempo real e sem gravação, dessa área externa à casa contida no terreno cercado, também se apresenta como alternativa de cautela", diz o documento.
Ele também afirma que não há necessidade de aplicar “soluções mais gravosas” que a prisão domiciliar neste momento.
Pedido da PF
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que uma equipe policial permaneça 24 horas por dia dentro da casa de Jair Bolsonaro para garantir o cumprimento da prisão domiciliar.
Segundo o diretor, apenas a vigilância externa não é suficiente para impedir uma eventual tentativa de fuga.
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