Política

PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy por suposto desvio de verba parlamentar

Investigadores apuram ainda possível prática de lavagem de dinheiro

Avatar de Eduardo Gayer
Eduardo Gayer
19/12/2025, 10:12 • Atualizado em 19/12/2025, 14:11
compartilhar

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (19) a operação Galho Fraco, com busca e apreensão em endereços ligados aos deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ). A citação aos parlamentares foi revelada pela coluna nas primeiras horas da manhã.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Para os investigadores, os dois deputados teriam utilizado verbas de gabinete para pagamentos a empresas de fachada, como a Harue Locação de Veículos, gerenciadas por seus próprios assessores. Foram expedidos sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no estado do Rio de Janeiro.

Notas de R$ 100 foram encontradas por agentes federais | Divulgação/PF
Notas de R$ 100 foram encontradas por agentes federais | Divulgação/PF
Valor em espécie encontrado pela força-tarefa da PF ultrapassa R$ 400 mil | Divulgação/PF
Valor em espécie encontrado pela força-tarefa da PF ultrapassa R$ 400 mil | Divulgação/PF
Dinheiro encontrado pela Polícia Federal na operação Galho Fraco | Divulgação/PF
Dinheiro encontrado pela Polícia Federal na operação Galho Fraco | Divulgação/PF

A investigação aponta que a empresa Harue possui uma frota de apenas 5 veículos, o que é discrepante com o padrão de locadoras no Rio de Janeiro, e não funcionava no endereço declarado, indicando dissolução irregular.

No caso do deputado Sóstenes Cavalcante, foram identificados indícios de que um automóvel alugado no Rio de Janeiro estaria sendo utilizado por sua filha, o que configuraria uso de recurso público para fins privados.

As diligências foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e baseiam-se na possível prática de três crimes principais:

  • Peculato, com desvio de recursos da cota parlamentar;
  • Lavagem de dinheiro, com utilização da técnica de "smurfing" (fracionamento de valores para burlar o controle financeiro)
  • Organização criminosa, com a existência de uma estrutura ordenada com divisão de tarefas para ocultar valores ilícitos.

Defesas

Em nota, Jordy negou irregularidades:

"No dia de hoje, endereços ligados a mim e ao líder do meu partido, deputado Sóstenes Cavalcante, foram alvo de buscas da Polícia Federal, autorizadas pelo ministro Flávio Dino.

As diligências são um desdobramento de buscas realizadas em dezembro do ano passado e teriam como foco supostas irregularidades no aluguel de veículos do meu gabinete. Uma das alegações é que a empresa contratada — da qual sou cliente desde 2019 — possuiria apenas cinco veículos. Se o contrato existe há anos, o que a operação anterior não encontrou para justificar nova ação agora?

Não cabe ao parlamentar fiscalizar a frota ou a estrutura interna da empresa contratada, mas sim contratar o serviço mais eficiente e pelo menor custo, como sempre fiz.

É inadmissível, em uma democracia, que a Polícia Federal seja usada para intimidar parlamentares da oposição. Buscas contra deputados exigem indícios concretos de crimes graves e a atuação de autoridades imparciais.

Causa estranheza que eu e o deputado Sóstenes, justamente quando investigamos o roubo de bilhões do INSS, tenhamos endereços violados e documentos apreendidos enquanto exercemos nosso dever constitucional de fiscalização.

Seguirei firme na oposição e na CPMI do INSS. Essas ações não irão me intimidar nem interromper meu trabalho em defesa dos aposentados."

Sóstenes Cavalcante informou que falará sobre operação da PF em coletiva de imprensa às 12h, no Salão Verde da Câmara.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Governo quer bloquear dinheiro de bets ilegais

Governo quer bloquear dinheiro de bets ilegais

Imagem da notícia: INSS: prazo para contestar descontos termina sábado (20)

INSS: prazo para contestar descontos termina sábado (20)

Imagem da notícia: Lula sanciona piso salarial de R$ 5,1 mil para professores

Lula sanciona piso salarial de R$ 5,1 mil para professores

Imagem da notícia: Move Brasil: veja como aderir ao programa de financiamento

Move Brasil: veja como aderir ao programa de financiamento

Imagem da notícia: Governo quer bloquear dinheiro de bets ilegais

Governo quer bloquear dinheiro de bets ilegais

Imagem da notícia: INSS: prazo para contestar descontos termina sábado (20)

INSS: prazo para contestar descontos termina sábado (20)

Imagem da notícia: Lula sanciona piso salarial de R$ 5,1 mil para professores

Lula sanciona piso salarial de R$ 5,1 mil para professores

Imagem da notícia: Move Brasil: veja como aderir ao programa de financiamento

Move Brasil: veja como aderir ao programa de financiamento

Últimas notícias

Césio-137 na Argentina: perigo está na abertura da cápsula

Especialista alerta sobre riscos de contato com o material; cápsula roubada continha a mesma substância que provocou o acidente radiológico de Goiânia, em 1987

Brasil celebra acordo entre EUA e Irã e pede fim dos ataques

Itamaraty afirma que recebeu "com satisfação" o memorando de entendimento e defende diplomacia como caminho para a paz no Oriente Médio

Entenda por que jogadores usam protetores bucais na Copa

Cirurgião-dentista explica como infecções bucais, traumas faciais e o uso de protetores podem impactar desempenho, recuperação e segurança no esporte

Paraná Pesquisas: Tarcísio tem 51,4% e Haddad, 37,9% em SP

Levantamento também mostra Marina Silva na liderança dos cenários ao Senado

DF: polícia prende suspeito de golpe de anúncios falsos

As apurações apontaram que o suposto esquema tinha alcance interestadual e já havia feito diversas vítimas pelo país

Problema técnico afeta circulação da Linha 11-Coral em SP

CPTM diz que falha em equipamentos de via provoca atrasos entre Barra Funda e Tatuapé nesta sexta-feira (19)