PF aponta aval da presidência da Câmara a esquema de Cunha
Investigação afirma que servidora operava desvios de emendas em favor do ex-deputado com respaldo da cúpula da Casa
Anita Prado, Valentina Moreira
13/07/2026, 14:50 • Atualizado em 13/07/2026, 14:50
compartilhar
A Polícia Federal afirma que a servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, contava com "pleno aval da presidência da Casa" para promover desvios de emendas parlamentares em favor do ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos).
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A afirmação consta na representação da PF reproduzida na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de R$ 6,15 milhões em bens do ex-presidente da Câmara.
O SBT News procurou a presidência da Câmara e a defesa de Tuca e aguarda resposta. Cunha nega irregularidades.
"Apenas pedi em algum momento através do líder do partido, que era um deputado de Minas, que atendesse a algumas demandas. Diretamente não fiz qualquer indicação", afirma o ex-parlamentar.
Segundo a investigação, a suspeita surgiu a partir da análise do celular de Mariângela, alvo da Operação Transparência, em dezembro. Para os investigadores, os elementos reunidos indicam que a servidora operacionalizava mudanças na destinação de emendas em favor de Cunha, que está sem mandato desde 2016.
"Tudo indica que Tuca contava com pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas em favor de Eduardo Cunha”, afirma a Polícia Federal no documento reproduzido pelo STF.
Ainda de acordo com a PF, o esquema revelaria um "altíssimo grau de promiscuidade na deliberação do chamado orçamento secreto".
Os investigadores também afirmam que Cunha mantinha um canal direto com a servidora, situação que, segundo a investigação, não era disponibilizada à maioria dos deputados federais.
Na decisão, Flávio Dino destaca que os elementos reunidos indicam que Eduardo Cunha atuava como um agente privado com influência sobre a destinação de recursos públicos, apesar de não ocupar cargo eletivo.
O ministro afirma que a "espantosa ascendência" atribuída ao ex-deputado por servidores da Câmara contrasta com a ausência de qualquer título jurídico que lhe permitisse dispor do orçamento público.
O ministro também reproduz trechos da investigação segundo os quais Mariângela dominava os sistemas internos da Câmara e executava alterações na destinação das emendas conforme orientações atribuídas a Cunha.
Para a PF, as mensagens indicam que a servidora exercia papel ativo na implementação das demandas do ex-presidente da Câmara.
PF aponta aval da presidência da Câmara a esquema de CunhaInvestigação afirma que servidora operava desvios de emendas em favor do ex-deputado com respaldo da cúpula da CasaPolítica2026-07-13T14:50:54.485ZA Polícia Federal afirma que a servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, contava com "pleno aval da presidência da Casa" para promover desvios de emendas parlamentares em favor do ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos). A afirmação consta na representação da PF reproduzida na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de R$ 6,15 milhões em bens do ex-presidente da Câmara. O SBT News procurou a presidência da Câmara e a defesa de Tuca e aguarda resposta. Cunha nega irregularidades. "Apenas pedi em algum momento através do líder do partido, que era um deputado de Minas, que atendesse a algumas demandas. Diretamente não fiz qualquer indicação", afirma o ex-parlamentar. Segundo a investigação, a suspeita surgiu a partir da análise do celular de Mariângela, alvo da Operação Transparência, em dezembro. Para os investigadores, os elementos reunidos indicam que a servidora operacionalizava mudanças na destinação de emendas em favor de Cunha, que está sem mandato desde 2016. "Tudo indica que Tuca contava com pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas em favor de Eduardo Cunha”, afirma a Polícia Federal no documento reproduzido pelo STF. Ainda de acordo com a PF, o esquema revelaria um "altíssimo grau de promiscuidade na deliberação do chamado orçamento secreto". Os investigadores também afirmam que Cunha mantinha um canal direto com a servidora, situação que, segundo a investigação, não era disponibilizada à maioria dos deputados federais. Na decisão, Flávio Dino destaca que os elementos reunidos indicam que Eduardo Cunha atuava como um agente privado com influência sobre a destinação de recursos públicos, apesar de não ocupar cargo eletivo. O ministro afirma que a "espantosa ascendência" atribuída ao ex-deputado por servidores da Câmara contrasta com a ausência de qualquer título jurídico que lhe permitisse dispor do orçamento público. O ministro também reproduz trechos da investigação segundo os quais Mariângela dominava os sistemas internos da Câmara e executava alterações na destinação das emendas conforme orientações atribuídas a Cunha. Para a PF, as mensagens indicam que a servidora exercia papel ativo na implementação das demandas do ex-presidente da Câmara.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/pf-aponta-aval-da-presidencia-da-camara-a-esquema-de-cunha
Colômbia: Petro proíbe posse de Espriella em base militar
Segundo atual mandatário, a lei do país estabelece que o presidente eleito deve tormar posse em uma sessão do Congresso, assim como foi com ele e antecessores
Lula critica taxa de 20% para passagem em Ormuz: “pirataria”
Presidente comentou a tarifa imposta por Trump ao anunciar a reabertura do tráfego de navios petroleiros no estreito, que foi fechado por causa da guerra no Irã