Tia impede sequestro de bebê em maternidade no Piauí
Técnica de enfermagem é presa após tentar levar recém-nascido em uma sacola dentro de maternidade em Teresina
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SBT News, Cidadeverde.com
13/07/2026, 20:01 • Atualizado em 13/07/2026, 20:27
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Técnica de enfermagem é suspeita de tentar sequestrar bebê no Piauí. | Divulgação
A Polícia Civil do Piauí investiga a tentativa de sequestro de um recém-nascido ocorrida na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina.
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A principal suspeita é uma técnica de enfermagem da própria unidade, presa após ser flagrada tentando sair com o bebê escondido em uma sacola.
O caso ocorreu na última segunda-feira (6) e foi interrompido pela tia da criança, que percebeu uma movimentação suspeita.
Segundo a investigação, a funcionária entrou na maternidade usando o uniforme da instituição, apesar de não estar escalada para trabalhar naquele dia.
De acordo com a delegada Rosa Chaib, a suspeita se aproximou da família de uma adolescente de 14 anos que havia acabado de dar à luz, alegando que levaria o bebê para realizar exames.
"Ela colocou o bebê no colo primeiramente, depois entra no banheiro, coloca na sacola, faz a troca de roupa, a acompanhante da mãe percebe um movimento diferente porque não vê a criança, entra no banheiro e vê a sacola e que o bebê está ali dentro", explicou a delegada.
A acompanhante citada pela polícia é a tia do bebê, Daniela Beatriz. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela criticou a forma como o episódio foi tratado pela maternidade.
"Tem uma nota aí que ela disse que a maternidade já nota que estão tratando isso como uma retirada irregular. Não estão tratando como um sequestro de criança. Entreguei na mão dela para ela fazer o exame que faltava e aí ela pega a criança e coloca dentro da bolsa e troca de roupa. Isso não é sequestro? Isso é o que mesmo? Todo tempo querendo abafar que não aconteceu", desabafou.
Após a suspeita ser descoberta, funcionários da maternidade acionaram a supervisão. A Polícia Civil afirma que, até o momento, não há indícios de participação de outros servidores na tentativa de sequestro. As investigações também buscam esclarecer o histórico da investigada e a motivação do crime.
A mulher foi presa preventivamente no local pela Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP). Segundo o delegado Filipe Bonavides, a suspeita permaneceu em silêncio durante a prisão.
Uma das principais linhas investigativas é a possibilidade de a mulher ter apresentado um quadro de gravidez psicológica. Conforme a polícia, testemunhas relataram que ela organizou um chá de bebê, preparou a residência para receber uma criança e aparentava estar grávida.
No entanto, exames realizados pela unidade de saúde do trabalho da maternidade e, posteriormente, um teste Beta HCG no Hospital Areolino de Abreu apontaram que ela não estava gestante.
"Segundo a testemunha, a suposta autora foi submetida a exames realizados pela unidade de saúde do trabalho da maternidade. De acordo com o relato da enfermeira ouvida, ela tomou conhecimento de que o exame constatou que não havia feto. Essa testemunha também informou que a investigada chegou a fazer um chá de fraldas e apresentava uma barriga gestacional. Até então, todos acreditavam na gravidez, mas ainda não temos informações se, em algum momento, ela realmente esteve grávida ou se se tratava de uma gravidez psicológica desde o início", afirmou o delegado Hugo Alcântara.
As investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias da tentativa de sequestro, incluindo a motivação da investigada e a forma como ela conseguiu circular pela maternidade utilizando o uniforme da instituição.
“É um crime grave por isso que a Polícia Civil foi eficiente em captura-la logo. Já temos informes que ela alega que esteve grávida e perdeu o bebê, também disse que não lembra de nada do momento que chegou na maternidade, há uma informação ainda que ela está na qualidade de investigada em inquéritos por estelionato na 8ª Seccional, então o momento agora é de fazer o interrogatório, checar toda a vida pregressa”, afirma o delegado-geral, Luccy Keiko.
Tia impede sequestro de bebê em maternidade no PiauíTécnica de enfermagem é presa após tentar levar recém-nascido em uma sacola dentro de maternidade em TeresinaBrasil2026-07-13T20:01:11.597ZA Polícia Civil do Piauí investiga a tentativa de sequestro de um recém-nascido ocorrida na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. A principal suspeita é uma técnica de enfermagem da própria unidade, presa após ser flagrada tentando sair com o bebê escondido em uma sacola. O caso ocorreu na última segunda-feira (6) e foi interrompido pela tia da criança, que percebeu uma movimentação suspeita. Segundo a investigação, a funcionária entrou na maternidade usando o uniforme da instituição, apesar de não estar escalada para trabalhar naquele dia. De acordo com a delegada Rosa Chaib, a suspeita se aproximou da família de uma adolescente de 14 anos que havia acabado de dar à luz, alegando que levaria o bebê para realizar exames. "Ela colocou o bebê no colo primeiramente, depois entra no banheiro, coloca na sacola, faz a troca de roupa, a acompanhante da mãe percebe um movimento diferente porque não vê a criança, entra no banheiro e vê a sacola e que o bebê está ali dentro", explicou a delegada. A acompanhante citada pela polícia é a tia do bebê, Daniela Beatriz. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela criticou a forma como o episódio foi tratado pela maternidade. "Tem uma nota aí que ela disse que a maternidade já nota que estão tratando isso como uma retirada irregular. Não estão tratando como um sequestro de criança. Entreguei na mão dela para ela fazer o exame que faltava e aí ela pega a criança e coloca dentro da bolsa e troca de roupa. Isso não é sequestro? Isso é o que mesmo? Todo tempo querendo abafar que não aconteceu", desabafou. Após a suspeita ser descoberta, funcionários da maternidade acionaram a supervisão. A Polícia Civil afirma que, até o momento, não há indícios de participação de outros servidores na tentativa de sequestro. As investigações também buscam esclarecer o histórico da investigada e a motivação do crime. A mulher foi presa preventivamente no local pela Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP). Segundo o delegado Filipe Bonavides, a suspeita permaneceu em silêncio durante a prisão. Investigação Uma das principais linhas investigativas é a possibilidade de a mulher ter apresentado um quadro de gravidez psicológica. Conforme a polícia, testemunhas relataram que ela organizou um chá de bebê, preparou a residência para receber uma criança e aparentava estar grávida. No entanto, exames realizados pela unidade de saúde do trabalho da maternidade e, posteriormente, um teste Beta HCG no Hospital Areolino de Abreu apontaram que ela não estava gestante. "Segundo a testemunha, a suposta autora foi submetida a exames realizados pela unidade de saúde do trabalho da maternidade. De acordo com o relato da enfermeira ouvida, ela tomou conhecimento de que o exame constatou que não havia feto. Essa testemunha também informou que a investigada chegou a fazer um chá de fraldas e apresentava uma barriga gestacional. Até então, todos acreditavam na gravidez, mas ainda não temos informações se, em algum momento, ela realmente esteve grávida ou se se tratava de uma gravidez psicológica desde o início", afirmou o delegado Hugo Alcântara. As investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias da tentativa de sequestro, incluindo a motivação da investigada e a forma como ela conseguiu circular pela maternidade utilizando o uniforme da instituição. “É um crime grave por isso que a Polícia Civil foi eficiente em captura-la logo. Já temos informes que ela alega que esteve grávida e perdeu o bebê, também disse que não lembra de nada do momento que chegou na maternidade, há uma informação ainda que ela está na qualidade de investigada em inquéritos por estelionato na 8ª Seccional, então o momento agora é de fazer o interrogatório, checar toda a vida pregressa”, afirma o delegado-geral, Luccy Keiko.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/tia-impede-sequestro-de-bebe-em-maternidade-no-piaui
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