Política

Parlamentares preparam manobra para incluir investigação do Master em CPI do Crime Organizado

Solução visa buscar uma alternativa caso a cúpula do Congresso resista a criar uma CPMI destinada exclusivamente à fraude financeira

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Um grupo de senadores prepara uma solução alternativa para colocar o Banco Master dentro de alguma investigação interna do Congresso.

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O movimento é articulado em meio a uma esperada resistência por parte de parlamentares e dos presidentes da Câmara e do Senado em criar a CPMI do banco.

A ideia em gestação visa abrir uma frente de apuração envolvendo o banco de Daniel Vorcaro dentro da CPI do Crime Organizado, que já está em andamento no Senado. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da comissão de inquérito, é o principal defensor da proposta.

Investigações sobre as fraudes financeiras podem chegar à cifra dos R$ 12 bilhões.

No plano de trabalho, Vieira propôs a divisão da comissão em tópicos que se debruçam sobre o crime de lavagem de dinheiro pelas organizações criminosas por meio de bancas de advocacia, de patrimônio sem lastro e de alguns segmentos econômicos, entre os quais o setor de combustíveis.

Essa previsão no parecer, na avaliação dos articuladores da estratégia, eliminaria os questionamentos de que o caso Master não se enquadra no escopo inicial da CPI do Crime Organizado.

Além disso, a Polícia Federal trouxe "indícios consistentes" do crime de organização criminosa praticado pelo Master, o que também é usado como argumento para tentar puxar as investigações para a CPI já aberta.

Outro ponto elencado seria o fato de a manobra permitir "pular etapas", já que a CPMI do Banco Master, para a qual a oposição diz já ter assinaturas suficientes, teria de passar por alguns ritos processuais para a sua instalação, o que tende a postergar o início dos trabalhos.

Ainda há dúvidas, porém, se os demais membros da CPI do Crime Organizado vão avalizar a medida ou atuar para barrá-la. A ideia é que o tema seja discutido já na retomada dos trabalhos, em fevereiro.

A Comissão de Inquérito do Crime Organizado é formada por 11 titulares — cinco governistas e cinco de oposição, além de Alessandro Vieira, tido como independente — e foi criada como uma resposta ao avanço das facções criminosas e à operação no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho que deixou mais de 100 mortos em outubro do ano passado.

O colegiado foi instalado em novembro e tem previsão de encerramento em abril, caso não haja prorrogação.

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