Política

Padilha diz que Trump é "inimigo da saúde" e que se acha o "chefe do mundo"

Ministro da Saúde disse que Mais Médicos é patrimônio do povo brasileiro, e que nenhum ataque fará com que ele abra mão do programa

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Alexandre Padilha, o ministro das Relações Institucionais | Reprodução

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta quinta-feira (14) que o presidente norte-americano, Donald Trump é "inimigo da saúde". Ele também falou que Pix e Mais Médicos são patrimônios do povo brasileiro.

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"Nenhum ataque vai fazer com que a gente abra mão do Pix e do Mais Médicos", disse Padilha durante evento de inauguração de uma fábrica da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás).

No X (ex-Twitter), o ministro disse que não vai se curvar a quem "persegue as vacinas, os pesquisadores e a ciência e, agora, duas das pessoas fundamentais para o Mais Médicos na minha primeira gestão como Ministro da Saúde, Mozart Sales e Alberto Kleiman”.

A citação de Padilha se dá em meio à revogação do visto de Mozart Sales, braço direito do ministro, e de Alberto Kleiman pelo governo estadunidense.

Alexandre Padilha também disse que Trump "se acha chefe do mundo" e que ele já tem histórico de atacar a saúde, antes mesmo do tarifaço imposto ao Brasil, perseguindo cientistas que "desenvolvem vacinas, cancelando contratos, e agora faz um ataque a um programa internacionalmente reconhecido, que é o Mais Médicos".

O programa foi lançado em 8 de julho durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, criado por Alexandre Padilha. O objetivo é suprir a carência de médicos nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades do país.

O ministro disse ainda que já está acostumado a sofrer muitos ataques de inimigos da saúde, de gente que "não está nem aí".

Entenda

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou na quarta-feira (13) que o governo estadunidense revogou vistos e impôs restrições a funcionários do governo brasileiro ligados ao programa Mais Médicos.

Foram sancionados Mozart Julio Tabosa Sales, secretário do Ministério da Saúde do Brasil, e Alberto Kleiman, ex-funcionário da pasta.

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