Política

Pacheco se filia ao PSB e evita confirmar candidatura ao governo de MG: “As definições virão”

Senador diz que projeto para o estado pode ir além de seu nome e defende conversa ampla entre partidos

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Rodrigo Pacheco durante evento de filiação ao PSB | Reprodução/SBT News

O senador Rodrigo Pacheco se filiou ao PSB nesta quarta-feira (1º), em Brasília, em um movimento que reforça sua aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o coloca como potencial candidato ao governo de Minas Gerais.

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Durante o evento, que contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e do presidente nacional do PSB, João Campos, Pacheco falou sobre sua trajetória política vinculada ao estado e reforçou o compromisso com pautas locais, afirmando que seguirá atuando “na defesa das causas de Minas”.

Apesar do gesto político, o senador evitou confirmar uma candidatura e ressaltou que o ato teve caráter exclusivamente partidário. Segundo ele, o debate sobre a disputa estadual será conduzido pelos atores políticos mineiros nos próximos meses.

“A partir de segunda-feira [6], com todas as acomodações partidárias [e] os agentes políticos nos seus perspectivos partidos, caberá aos agentes políticos de Minas Gerais terem uma discussão sobre a questão das composições desse campo democrático. [...] As definições em relação às eleições virão ao longo dos próximos tempos”, afirmou, referindo-se a janela partidária, período em que se pode trocar de partido sem sofrer punições, que se encerra na sexta-feira (3).

Pacheco indicou que o PSB participará das articulações para a formação de uma chapa competitiva no estado, que inclui negociações para os cargos de governador, vice e as duas vagas ao Senado.

Ele defendeu a construção de um debate amplo entre partidos e afirmou que o objetivo é apresentar “um caminho diferente do atual”, com foco em desenvolvimento.

O senador também revelou conversas com lideranças políticas de diferentes siglas, como o deputado Aécio Neves (PSDB), e mencionou a importância de diálogo com partidos como MDB, União Brasil, PP, PT, PCdoB, PV e PDT para viabilizar uma composição.

“[...] se estão todos imbuídos no mesmo propósito de mudança, todo mundo pode sentar para poder fazer uma composição política em favor de Minas Gerais e dos mineiros, e não necessariamente com o meu nome como candidato a governador. Pode eventualmente ser um outro nome que tenha também condições de fazer essa personificação de uma causa que é muito mais ampla: um projeto para o estado”, afirmou.

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