Pacheco pauta desoneração, mas avanço depende de acordo com governo
Votação de projeto está na pauta desta quarta-feira (7), apesar de ainda não haver solução para compensar valores no benefício a setores e municípios
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Lis Cappi
07/08/2024, 09:16 • Atualizado em 07/08/2024, 09:21
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O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ainda avaliam acordo para desoneração na folha | Pedro França/Agência Senado
A continuidade da desoneração na folha de pagamentos para setores e municípios está na pauta do Senado desta quarta-feira (7), mas a votação depende de um acordo entre o governo e o Congresso. O maior entrave está ligado à forma de compensação do benefício tributário a setores e municípios.
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De um lado, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defende que projetos aprovados por parlamentares seriam suficientes para cobrir valores — como a arrecadação de apostas esportivas e a taxação de compras internacionais e até US$ 50 —, enquanto a equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aponta a necessidade de outros pontos de arrecadação.
O governo aponta a necessidade de cobrir R$ 18 bilhões e chegou a sugerir um aumento em 1% de um imposto para empresas — o Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) — para aumentar a arrecadação. A possibilidade, no entanto, foi mal recebida por parlamentares. Pacheco chegou a dizer que a medida passa a impressão de que o governo "parece querer aumentar imposto".
O político ainda sustenta que a medida passaria a valer em 2025, de forma que pode ser avaliada futuramente, caso as sugestões apresentadas por parlamentares não contemplem o ano atual.
Por outro lado, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), pondera que a Fazenda precisa ter segurança dos valores antes de aceitar a proposta. "A Fazenda fica na defensiva porque não quer trabalhar com hipótese de frustração. Aqui [no Senado], como ninguém quer o aumento do imposto, fala que vai dar. Estamos discutindo", diz. Wagner também afirma que o texto ainda não está pronto, e só será finalizado após a confirmação com o Executivo.
Em meio às negociações, o Instituo Fiscal Independente (IFI), do próprio Senado, publicou um relatório que coloca as propostas dos parlamentares como insuficientes para compensar a renúncia fiscal ligada à desoneração. A análise não considerou o possível aumento no CSLL apresentado pelo governo.
"Em 2024, apenas 38% do valor seria compensado. Em 2025 e 2026, a compensação seria ainda menor (menos de 25% em cada ano) pois o estoque de recursos 'esquecidos' no sistema financeiro terá se exaurido (por hipótese). Em 2027, o percentual compensado se recupera, chegando aos 35%, mas não por um reforço arrecadatório e, sim, pela redução da necessidade de compensação — nesse ano a reoneração da folha estará quase finalizada", detalha trecho da publicação.
Segundo Pacheco, a proposta de manter a desoneração para o ano e retomar o desconto tributário de uma forma gradual já ficou acertada nas negociações. A cobrança será feita a partir de 2025 e vai até o ano de 2028, em uma adequação de 5% a cada ano, da seguinte forma:
+ 2024: continua com a desoneração dos 20%, como está atualmente;
+ 2025: aumento de 5%;
+ 2026: aumento de 10%;
+ 2027: aumento de 15%;
+ 2028: aumento de 20%.
Pacheco pauta desoneração, mas avanço depende de acordo com governoVotação de projeto está na pauta desta quarta-feira (7), apesar de ainda não haver solução para compensar valores no benefício a setores e municípiosPolítica2024-08-07T09:16:40.696ZA continuidade da desoneração na folha de pagamentos para setores e municípios está na pauta do Senado desta quarta-feira (7), mas a votação depende de um acordo entre o governo e o Congresso. O maior entrave está ligado à forma de compensação do benefício tributário a setores e municípios. De um lado, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defende que projetos aprovados por parlamentares seriam suficientes para cobrir valores — como a arrecadação de apostas esportivas e a taxação de compras internacionais e até US$ 50 —, enquanto a equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aponta a necessidade de outros pontos de arrecadação. O governo aponta a necessidade de cobrir R$ 18 bilhões e chegou a sugerir um aumento em 1% de um imposto para empresas — o Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) — para aumentar a arrecadação. A possibilidade, no entanto, foi mal recebida por parlamentares. Pacheco chegou a dizer que a medida passa a impressão de que o governo "parece querer aumentar imposto". O político ainda sustenta que a medida passaria a valer em 2025, de forma que pode ser avaliada futuramente, caso as sugestões apresentadas por parlamentares não contemplem o ano atual. Por outro lado, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), pondera que a Fazenda precisa ter segurança dos valores antes de aceitar a proposta. "A Fazenda fica na defensiva porque não quer trabalhar com hipótese de frustração. Aqui [no Senado], como ninguém quer o aumento do imposto, fala que vai dar. Estamos discutindo", diz. Wagner também afirma que o texto ainda não está pronto, e só será finalizado após a confirmação com o Executivo. Em meio às negociações, o Instituo Fiscal Independente (IFI), do próprio Senado, publicou um relatório que coloca as propostas dos parlamentares como insuficientes para compensar a renúncia fiscal ligada à desoneração. A análise não considerou o possível aumento no CSLL apresentado pelo governo. "Em 2024, apenas 38% do valor seria compensado. Em 2025 e 2026, a compensação seria ainda menor (menos de 25% em cada ano) pois o estoque de recursos 'esquecidos' no sistema financeiro terá se exaurido (por hipótese). Em 2027, o percentual compensado se recupera, chegando aos 35%, mas não por um reforço arrecadatório e, sim, pela redução da necessidade de compensação — nesse ano a reoneração da folha estará quase finalizada", detalha trecho da publicação. Reoneração gradual Segundo Pacheco, a proposta de manter a desoneração para o ano e retomar o desconto tributário de uma forma gradual já ficou acertada nas negociações. A cobrança será feita a partir de 2025 e vai até o ano de 2028, em uma adequação de 5% a cada ano, da seguinte forma: + 2024: continua com a desoneração dos 20%, como está atualmente; + 2025: aumento de 5%; + 2026: aumento de 10%; + 2027: aumento de 15%; + 2028: aumento de 20%.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/pacheco-pauta-desoneracao-mas-avanco-depende-de-acordo-com-governo
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