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Para a campanha do pré-candidato bolsonarista à Presidência da República, a AtlasIntel cometeu uma “manipulação cognitiva” na forma como elaborou as perguntas e uma “anomalia” ao não enviar previamente à Justiça Eleitoral o diálogo com Vorcaro em formato de áudio, mas apenas a captura de tela do questionário, e sem informar o trecho utilizado.
“A submissão de apenas a captura de tela do componente audiovisual, sem o arquivo de áudio, sua transcrição certificada e sua proveniência, descumpre o requisito formal – vício documental que, por si só, autoriza a impugnação do registro. É muito grave, com todo respeito”, afirmam os advogados. A banca inclui Maria Cláudia Bucchianeri Pinheiro, ex-ministra do TSE.
A AtlasIntel assegura que todas as suas pesquisas têm rigor metodológico e negou que o áudio tenha contaminado a amostra. Em entrevista ao SBT News, o diretor de análise política da AtlasIntel, Yuri Sanches, afirmou que submeteu aos entrevistados o conteúdo integral do áudio divulgado pelo Intercept Brasil, e apenas após as perguntas sobre intenção de voto. Também destacou que não é possível anexar um arquivo em formato de áudio no sistema da Justiça eleitoral, mas apenas em formato de texto, como um PDF.
“Houve a menção, bastante transparente, de que a gente apresentaria [o áudio] em um momento e em uma interface completamente posterior, sem integração com o questionário [de intenções de voto]. Registramos isso no TSE e vamos disponibilizar os resultados, o áudio completo que foi mostrado ao respondente e as curvas de reação”, afirmou Sanches. “O objetivo principal é justamente ter essa transparência”, acrescentou.
Inicialmente, a ação do PL foi distribuída por sorteio para a ministra Estela Aranha, como informou a colunista Raquel Landim, do SBT News. Mas o jurídico da campanha de Flávio havia solicitado o encaminhamento à presidência do TSE, “dada a urgência da temática” e “a não formação, até o presente momento, da integralidade da comissão com os juízes auxiliares de propaganda”. O TSE decidiu pela redistribuição ao presidente da Corte no início da tarde desta terça-feira (19).
Indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Kássio Nunes Marques assumiu o comando do TSE na última terça-feira (12), em uma solenidade prestigiada tanto por Flávio Bolsonaro quanto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A representação contra a AtlasIntel foi apresentada ao TSE ainda na noite desta segunda-feira (19), antes, portanto, da divulgação dos resultados que apontaram queda de seis pontos percentuais do senador no confronto com Lula em um eventual segundo turno.
Os advogados argumentaram que o encadeamento das perguntas definidas pela AtlasIntel induziu os entrevistados a darem respostas negativas sobre o filho do ex-presidente, e pediram uma cautelar para suspender a divulgação dos resultados, que agora já ocorreu.
Também foi solicitada uma multa por pesquisa fraudulenta, encaminhamento do caso ao Ministério Público Eleitoral para apuração de crime, e a apresentação, em até 24 horas, dos microdados da pesquisa e do áudio original com transcrição certificada, laudo de autenticidade e a demonstração documental de sua origem.
Nunes Marques vai decidir sobre ação do PL contra pesquisa que apresentou áudio de Flávio com VorcaroCampanha do senador diz que Atlas fez “manipulação cognitiva” de entrevistados; instituto assegura rigor metodológicoPolítica2026-05-19T18:34:40.343ZO ministro Kássio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é quem vai decidir sobre uma ação do PL contradivulgada nesta terça-feira (19). A pesquisa virou alvo por ter apresentado aos entrevistados o . Para a campanha do pré-candidato bolsonarista à Presidência da República, a AtlasIntel cometeu uma “manipulação cognitiva” na forma como elaborou as perguntas e uma “anomalia” ao não enviar previamente à Justiça Eleitoral o diálogo com Vorcaro em formato de áudio, mas apenas a captura de tela do questionário, e sem informar o trecho utilizado. “A submissão de apenas a captura de tela do componente audiovisual, sem o arquivo de áudio, sua transcrição certificada e sua proveniência, descumpre o requisito formal – vício documental que, por si só, autoriza a impugnação do registro. É muito grave, com todo respeito”, afirmam os advogados. A banca inclui Maria Cláudia Bucchianeri Pinheiro, ex-ministra do TSE. A AtlasIntel assegura que todas as suas pesquisas têm rigor metodológico e negou que o áudio tenha contaminado a amostra. Em entrevista ao SBT News, o diretor de análise política da AtlasIntel, Yuri Sanches, afirmou que submeteu aos entrevistados o conteúdo integral do áudio divulgado pelo Intercept Brasil, e apenas após as perguntas sobre intenção de voto. Também destacou que não é possível anexar um arquivo em formato de áudio no sistema da Justiça eleitoral, mas apenas em formato de texto, como um PDF. “Houve a menção, bastante transparente, de que a gente apresentaria [o áudio] em um momento e em uma interface completamente posterior, sem integração com o questionário [de intenções de voto]. Registramos isso no TSE e vamos disponibilizar os resultados, o áudio completo que foi mostrado ao respondente e as curvas de reação”, afirmou Sanches. “O objetivo principal é justamente ter essa transparência”, acrescentou. Inicialmente, a ação do PL foi distribuída por sorteio para a ministra Estela Aranha, como informou a colunista Raquel Landim, do SBT News. Mas o jurídico da campanha de Flávio havia solicitado o encaminhamento à presidência do TSE, “dada a urgência da temática” e “a não formação, até o presente momento, da integralidade da comissão com os juízes auxiliares de propaganda”. O TSE decidiu pela redistribuição ao presidente da Corte no início da tarde desta terça-feira (19). Indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Kássio Nunes Marques, em uma solenidade prestigiada tanto por Flávio Bolsonaro quanto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A representação contra a AtlasIntel foi apresentada ao TSE ainda na noite desta segunda-feira (19), antes, portanto, da divulgação dos resultados que apontaram queda de seis pontos percentuais do senador no confronto com Lula em um eventual segundo turno. Os advogados argumentaram que o encadeamento das perguntas definidas pela AtlasIntel induziu os entrevistados a darem respostas negativas sobre o filho do ex-presidente, e pediram uma cautelar para suspender a divulgação dos resultados, que agora já ocorreu. Também foi solicitada uma multa por pesquisa fraudulenta, encaminhamento do caso ao Ministério Público Eleitoral para apuração de crime, e a apresentação, em até 24 horas, dos microdados da pesquisa e do áudio original com transcrição certificada, laudo de autenticidade e a demonstração documental de sua origem. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/nunes-marques-vai-decidir-sobre-acao-do-pl-contra-pesquisa-que-apresentou-audio-de-flavio-com-vorcaro
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