Política

"Não dá para levar a sério", diz presidente do PT sobre candidatura de Flávio Bolsonaro

Edinho Silva também assegurou que Lula será candidato à reeleição em 2026 e que Alckmin será vice de novo, caso queira

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Hariane Bittencourt
09/12/2025, 18:45 • Atualizado em 09/12/2025, 18:45
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Edinho Silva, presidente nacional do PT | Divulgação/Anderson Barbosa/PT

Edinho Silva, presidente nacional do PT | Divulgação/Anderson Barbosa/PT

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O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, disse nesta terça-feira (9) que o anúncio da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto, nas eleições de 2026, não pode ser levado a sério.

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"Ninguém se lança candidato em um dia e no outro dia se lança para negociação. Eu nunca vi isso na minha vida. Então não dá para levar a sério. Eu acho que tem muita coisa para acontecer ainda e a gente tem que estar mais preocupado em mostrar as entregas do presidente Lula", afirmou.

Edinho Silva alegou que o adversário do presidente Lula (PT) no ano que vem "interessa muito pouco", mas admitiu que o perfil do opositor escolhido pela direita para seguir na corrida eleitoral vai definir a estratégia do partido. "Lá em maio, junho, quando de fato as candidaturas forem definidas, cada candidatura vai exigir de nós uma posição tática. Agora eu acho que é muito cedo", ponderou o presidente da sigla.

Para o petista, a candidatura de Lula à reeleição é certa. "Não parece um homem de 80 anos. Acho que ele nunca esteve tão bem de saúde quanto está hoje. Ele está muito bem preparado", disse.

O presidente do PT afirmou, ainda, que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) será o candidato a vice na chapa de Lula, caso queira. "O vice-presidente é hoje uma liderança nacional de primeira grandeza no Brasil. Um líder que nos orgulha muito. Tem sido um vice-presidente extremamente correto e leal. Se ele quiser continuar sendo vice, ele será", cravou Edinho.

Candidatos nos estados

Edinho também sinalizou que o campo político petista terá candidato ao governo de São Paulo no ano que vem. E que este candidato pode ser o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ou Geraldo Alckmin, na hipótese de o vice-presidente não querer disputar o Palácio do Planalto novamente ao lado de Lula.

"Ele [Haddad] tem que querer ser primeiro. Para definir, precisamos chamar para uma conversa e perguntar para o Haddad o que ele quer fazer no futuro e para o nosso vice-presidente", afirmou. O nome do ministro Márcio França (Empreendedorismo, Microempresa e Empresa de Pequeno Porte) também foi citado como uma possibilidade em São Paulo.

No Rio de Janeiro, Edinho Silva reforçou o apoio à candidatura do prefeito Eduardo Paes (PSD) ao governo do estado. "O Rio está resolvido. Nosso candidato é o Eduardo Paes e não tem nada que vá mudar isso. Nada abala nossa aliança com Eduardo Paes no Rio de Janeiro", disse.

Em Minas Gerais, no entanto, ainda há indefinição. Muito por conta da negativa do senador Rodrigo Pacheco (PSD), que, até agora, segue resistente a uma possível candidatura ao governo mineiro. "O presidente Lula insistiu muito para Rodrigo Pacheco, mas a hipótese neste momento está afastada. Mas estamos conversando com lideranças de Minas para construir uma boa tática eleitoral em Minas Gerais. Vamos construir um palanque forte", concluiu Edinho.

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