O ministroAlexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou para tornar réu o ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, por obstrução de investigação de infração penal que envolve organização criminosa armada.
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Segundo a denúncia da Procuradoria Geral da República, Bacellar teria recebido informações sigilosas sobre a Operação Zargun, deflagrada em 3 de setembro de 2025, e repassado o conteúdo a Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, então deputado estadual do Rio de Janeiro e um dos principais alvos da ação. Segundo a PF, TH Joias atuava junto à facção Comando Vermelho.
A PGR sustenta que, na véspera da operação, em 2 de setembro de 2025, Bacellar se encontrou com o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, então relator das investigações no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). De acordo com a acusação, o encontro teria servido para o repasse de informações privilegiadas sobre as medidas que seriam cumpridas no dia seguinte.
Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal | Divulgação/Gustavo Moreno/STF
Ainda segundo a denúncia, Bacellar admitiu à Polícia Federal que conversou com TH Joias sobre a operação no dia 2 de setembro. A acusação também cita mensagens trocadas entre os investigados. Em uma delas, TH Joias teria enviado a Bacellar um vídeo de dois freezers e perguntado se deveria retirar os itens. A resposta atribuída ao deputado foi: “deixa doido”. Para a PGR, a conversa indica que Bacellar tinha conhecimento da ação policial e orientava o investigado.
Além de Bacellar, Moraes votou para tornar réu o desembargador Macário Júdice Neto pelos crimes de obstrução de investigação e violação de sigilo funcional.
Segundo a PGR, Júdice teria revelado previamente a Bacellar as medidas cautelares que seriam cumpridas contra TH Joias e outros investigados na Operação Zargun.
Outros investigados
Moraes também votou para tornar réus TH Joias, Jéssica de Oliveira Santos e Thárcio Nascimento Salgado também pelo crime de obstrução de investigação de infração penal que envolve organização criminosa armada.
Jéssica é esposa de TH Joias e teria ajudado o então deputado a retirar bens e objetos de sua residência antes da operação. Thárcio era assessor parlamentar de TH Joias e é apontado na investigação como operador financeiro da organização criminosa.
Thárcio também responde por favorecimento pessoal. Segundo a denúncia, ele teria auxiliado TH Joias a se esconder da ação policial, abrigando o então deputado em sua residência, onde ele foi encontrado pela equipe policial.
Moraes vota para tornar Rodrigo Bacellar réuEx-deputado é acusado de ter repassado informações sigilosas sobre operação ao ex-parlamentar TH Joias, investigado por envolvimento com o CVPolítica2026-08-14T15:58:48.553ZO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), votou para tornar réu o ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), , por obstrução de investigação de infração penal que envolve organização criminosa armada. O julgamento ainda será analisado pelos demais ministros da Primeira Turma do STF, em plenário virtual, até 21 de agosto. Segundo a denúncia da Procuradoria Geral da República, Bacellar teria recebido informações sigilosas sobre a Operação Zargun, deflagrada em 3 de setembro de 2025, e repassado o conteúdo a Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, então deputado estadual do Rio de Janeiro e um dos principais alvos da ação. Segundo a PF, TH Joias atuava junto à facção Comando Vermelho. A PGR sustenta que, na véspera da operação, em 2 de setembro de 2025, Bacellar se encontrou com o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, então relator das investigações no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). De acordo com a acusação, o encontro teria servido para o repasse de informações privilegiadas sobre as medidas que seriam cumpridas no dia seguinte. Ainda segundo a denúncia, Bacellar admitiu à Polícia Federal que conversou com TH Joias sobre a operação no dia 2 de setembro. A acusação também cita mensagens trocadas entre os investigados. Em uma delas, TH Joias teria enviado a Bacellar um vídeo de dois freezers e perguntado se deveria retirar os itens. A resposta atribuída ao deputado foi: “deixa doido”. Para a PGR, a conversa indica que Bacellar tinha conhecimento da ação policial e orientava o investigado. Além de Bacellar, Moraes votou para tornar réu o desembargador Macário Júdice Neto pelos crimes de obstrução de investigação e violação de sigilo funcional. Segundo a PGR, Júdice teria revelado previamente a Bacellar as medidas cautelares que seriam cumpridas contra TH Joias e outros investigados na Operação Zargun. Outros investigados Moraes também votou para tornar réus TH Joias, Jéssica de Oliveira Santos e Thárcio Nascimento Salgado também pelo crime de obstrução de investigação de infração penal que envolve organização criminosa armada. Jéssica é esposa de TH Joias e teria ajudado o então deputado a retirar bens e objetos de sua residência antes da operação. Thárcio era assessor parlamentar de TH Joias e é apontado na investigação como operador financeiro da organização criminosa. Thárcio também responde por favorecimento pessoal. Segundo a denúncia, ele teria auxiliado TH Joias a se esconder da ação policial, abrigando o então deputado em sua residência, onde ele foi encontrado pela equipe policial.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/moraes-vota-para-tornar-rodrigo-bacellar-reu
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